Anúncios no YouTube? Só se tiver mil subscritores

A partir desta quarta-feira, os novos canais do YouTube precisam de ter mil subscritores e mais de quatro mil horas de tempo de visualização nos últimos 12 meses para poderem ser elegíveis para anúncios. Anteriormente, bastava aos canais atingirem as dez mil visualizações.

 

 

O YouTube compromete-se a monitorizar de perto sinais de alerta como as advertências por violações das regras da comunidade, spam e outros abusos denunciados para garantir que os mesmos cumprem as suas políticas.

Segundo Paul Muret, vice-presidente de Display, Video & Analytics do YouTube, “os novos e os atuais canais do YouTube Partner Program serão automaticamente avaliados de acordo com estes critérios restritos. Caso seja encontrado um canal que repetidamente ou de forma flagrante viole as regras da comunidade, o mesmo será removido do programa”.

 

Este responsável admite que “2017 foi um ano difícil”, com vários casos a afetarem a comunidade e os parceiros de publicidade da rede social. “Interessamo-nos em proteger os nossos utilizadores, anunciantes e criadores e garantir que o YouTube não é um local para ser usado por maus atores. Ao mesmo tempo que demos passos para proteger os anunciantes de conteúdos inapropriados sabemos que precisamos de fazer mais para garantir que os seus anúncios são exibidos junto de conteúdos que refletem os seus valores”, afirma.

A plataforma anunciou também alterações no Google Preferred “de modo a que possa oferecer não apenas os conteúdos mais populares do YouTube mas também os mais escrutinados”. “Os canais incluídos no Google Preferred passarão a ser alvo de uma curadoria manual e os anúncios só irão aparecer nos vídeos que tenham sido verificados que respeitem as nossas regras para correr anúncios”, explica. A revisão manual dos canais do Google Preferred e vídeos deverá estar concluída em meados de fevereiro nos Estados Unidos e no final de março em todos os restantes mercados que têm esta funcionalidade.

Será ainda introduzido “um sistema de três níveis que permite aos anunciantes fazerem refletir o seu nível de conservadorismo e perceber o respetivo alcance potencial em cada um”. E estão em preparação relatórios de segurança de marca no YouTube. “Estamos atualmente em fase Beta com IAS e planeamos lançar, em breve, o beta com a DoubleVerify”, revela.

“Estas mudanças irão ajudar-nos a cumprir melhor a promessa do YouTube para os anunciantes: a possibilidade de chegarem a mais de 1,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo e que estão realmente envolvidas com o conteúdo que eles gostam“, conclui.

briefing@briefing.pt

Quarta-feira, 17 Janeiro 2018 12:03


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