Este encontro acontece por via do olhar artístico de Carolina Piteira, jovem pintora portuguesa a residir em Londres, sobre 16 das marcas criadas pelo Carlos e pelo Paulo. Cada quadro – explicou – é uma história por si só e todos os quadros são histórias muito complexas.
Há um ano que Carolina foi desafiada para este projeto. A única coisa que pediu foi liberdade total para criar, de modo a que o seu olhar sobre as marcas pudesse ser desprovido de preconceitos.
Procurou, assim, esculpir para além da bidimensionalidade da tela, sendo que o fio condutor das 16 obras é – disse – a sua mão.
O Multibanco é uma tela de ouro sobre azul. A Telecel é recriada com materiais como serapilheira e folha de prata. O Centro Cultural de Belém evoca claramente a pedra. Na Sumol, as cores são vivas, de fruta. Na Navigator, há papel e gesso, muito branco. O Porto de Lisboa vê-se numa viagem sob os telhados da cidade até ao rio. Os CTT são um cavalo à desfilada num fundo que não deixa dúvidas sobre a cor da marca. Na RTP, domina o azul, com inscrições em branco a remeter para o conceito de informação.
Já a TAP convida a uma viagem pelas nuvens, pelo sonho, através da janela (implícita) de um avião. Na Galp, o laranja do atual logotipo cedeu o lugar ao cinzento da indústria. E o Banco BIC é uma árvore ancestral com raízes na sustentabilidade. Na Leya, a tela é dos livros. E a SATA são janelas abertas para o verde e azul dos Açores. A Sonae é um mapa-mundi, símbolo da expansão. E a Delta o símbolo maior é Rui Nabeiro, retratado com as matérias-primas da própria marca. Por sua vez, a Fidelidade é simbolizada no cão que continua a fazer parte da identidade gráfica da marca.
A exposição vai estar patente no Espaço Fidelidade Chiado até 20 de janeiro, constituindo o embrião de uma causa maior – a Associação Portugal Genial.

