Para os espectadores que se sentiram ofendidos com o anúncio e se
queixaram à Advertising Standards Authority, é uma frase sexista e
humilhante para as mulheres.
Assinado pela RKCR/Y&R, do grupo WPP, o anúncio televisivo mobiliza
uma mão-cheia de celebridades com o óbvio objectivo de impulsionar as
vendas natalícias da marca num ano ainda muito marcado pela crise
económica internacional.
A maioria dos 50 segundos deste anúncio – que faz parte de uma campanha
de marketing de 10 milhões de libras – é pacífica: pelo ecrã desfilam
as modelos Twiggy e Myleene Klass, os actores Stephen Fry e James
Nesbitt e as actrizes Jennifer Saunders e Joanna Lumley e até os
personagens animados Wallace & Gormitt. Um a um, dão conta dos bens
ou produtos que não dispensam este Natal… uma tarte ou um singelo
vestido preto, por exemplo!
Acontece que Glenister, conhecido pelo seu desempenho em séries como
“Ashes to ashes” (“Anos 80, à queima-roupa, na Fox Life), surge num
registo inspirado nos personagens que veste para televisão – ou seja,
um registo chauvinista. E é assim que a controvérsia estala: para ele,
Natal não é Natal sem uma jovem em roupa interior – “Oh, come on, it’s
Christmas!”.
A jovem é a modelo francesa Noemie Lenoir, uma habituée das campanhas
da M&S e que responde com um “Moi?” ao desejo de Glenister,
enquanto se passeia (em lingerie) por um cenário de árvores estilizadas.
Resume-se assim uma polémica que colheu de surpresa a M&S que, em
sua defesa, alegou apenas ter escolhido Glenister pela popularidade que
desfruta(va) junto do público.
FS


