Como a IFS quer apostar em Portugal

A empresa sueca de soluções empresariais IFS quer apostar em Portugal e realizou em fevereiro, no Porto, a sua primeira iniciativa destinada a clientes. O diretor geral ibérico, Gustavo Brito, disse ao Fibra que “atualmente a estratégia global da IFS é a de criar um ecossistema de parceiros que, em estreita colaboração connosco, comercialize e implemente o nosso software IFS Applications”.

Fibra | Qual a estratégia da IFS para Portugal?
Gustavo Brito | Faz dois anos que fizemos um acordo de parceria para o mercado português com a empresa Webbusiness. O objetivo foi de garantirmos a cobertura do mercado, mas também assegurar o apoio aos clientes já existentes em Portugal, como o grupo Bial ou o grupo Brogstena. Atualmente a estratégia global da IFS é a de criar um ecossistema de parceiros que, em estreita colaboração connosco, comercialize e implemente o nosso software IFS Applications. Em Espanha, por exemplo, já fizemos um acordo com a Telvent Schneider, a Cap Gemini e o Grupo LKS e queremos replicar esta estratégia em Portugal.
Independentemente da nossa aproximação através de parceiros, estou convicto que há oportunidades no mercado português para a IFS, em empresas que estejam a expandir-se para mercados internacionais, que queiram adicionar alguma funcionalidade específica ao seu ERP ou, simplesmente, que sintam que os seus sistemas estão obsoletos.
É frequente encontrarmos empresas que têm um sistema que faz a gestão financeira, de RH ou de produção, que precisavam de adaptar-se a determinado tipo de necessidades dos seus clientes e, por exemplo, mudar o seu modo de fabricação contínua para um processo baseado em projeto ou em stock e o seu sistema não ser capaz de cobrir essa funcionalidade de forma flexível e integrada. Na área da manutenção, por exemplo, que tem uma importância crescente para as empresas, deparamo-nos, muitas vezes, com soluções instaladas pouco potentes, que não permitem analisar dados necessários à definição estratégias de redução de custos, aumento do rendimento das unidades fabris ou das instalações.

Fibra | O que é que propõe de diferente em relação à concorrência?
GB | IFS Applications é uma solução única que foi desenvolvida a partir das necessidades dos nossos clientes, de diferentes indústrias. Oferecemos, por isso, um sistema flexível e integrado, baseado em componentes, que permite aos clientes a selecção dos componentes prioritários para a gestão das áreas-chave dos seus negócios e a incorporação de novos componentes à medida da evolução das suas necessidades. O custo total de propriedade também é menor, tem um tempo mais reduzido de implementação e permite aos clientes uma maior autonomia na sua utilização. Ainda que a utilização seja sensível, é possível formar os utilizadores chave que, depois, ficam com a capacidade de formar os seus pares. Esta é também uma característica válida no que diz respeito à administração e configuração do sistema.
A política de investimento contínuo em I&D permite que a IFS Application, tanto a nível funcional como tecnológico, tenha uma nova versão a cada dois anos. A última versão, lançada em 2013, incorpora já aplicações móveis para relatórios e ordens de compra, gestão de ordens de trabalho e CRM, por exemplo. A IFS Applications também está preparada para funcionar em écrans táteis de tablets ou smartphones.

Fibra | Qual tem sido a abordagem ao mercado português?
GB | Tal como no mercado espanhol, identificámos um conjunto de empresas com necessidades específicas em determinadas áreas como a gestão de projectos, manutenção ou serviços que, em muitos casos é o núcleo do negócio e aquilo que gera as principais receitas ou benefícios e que não estão a ser acompanhados por soluções adequadas, mas sim por soluções desenhadas para áreas de backoffice, que não são estratégicas para a empresa. Também vemos cada vez mais empresas à procura de sistemas que não sejam rígidos, nem monolíticos e que não impliquem incrementos sucessivos ao custo de aquisição, ao longo do tempo.

Fibra | A empresa tenciona investir em I&D portuguesa e ter investigadores/programadores portugueses?
GB | O investimento em I&D é feito pela IFS a nível corporativo, onde temos um departamento global dedicado a incorporar novas funcionalidades no sistema e temos o IFS Labs, um departamento dedicado exclusivamente a investigar a tecnologia destinada a melhorar a usabilidade a agilidade do sistema. Deste último, temos um bom exemplo do output do seu trabalho. As IFS Touch Apps já referidas e que permitem que o sistema funcione em écrans táteis de tablets ou smartphones. Quanto a programadores e consultores (estes últimos acabam por ser os verdadeiros investigadores), a IFS tem um programa global de certificação para parceiros, que, em Portugal, tem sido desenvolvido com a Webbusiness. Procuramos dar uma formação ampla, que permita que a satisfação das necessidades dos clientes actuais e futuros seja efetivamente cumprida com as soluções mais adequadas. Esta política é para aplicar também aos novos parceiros com que viermos a trabalhar em Portugal.

hs@briefing.pt

 

Quarta-feira, 05 Março 2014 12:15


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