Como a OMD olha para o futuro

“Os dados e a tecnologia mudaram a forma como trabalhamos nos últimos cinco anos”. São palavras do ceo da OMD Worldwide, Mainardo de Nardis, numa entrevista ao Briefing em Lisboa em que deu a conhecer a sua visão sobre o futuro da indústria. Da operação local da agência de meios do Omnicom Media Group disse que saiu da crise porventura mais pequena, mas mais forte.

Os dados têm o mérito de permitir ajudar à construção das marcas: “O que entregamos aos nossos clientes é um melhor conhecimento dos seus próprios clientes. Porque temos dados que vêm de todo o lado, podemos cruzar os dados do cliente com os dados que compramos no mercado, sobre retail e media, por exemplo”, justifica, convicto de que “esse conhecimento mais profundo e único é o que os clientes procuram”.

A inovação é indissociável dos dados, da forma como a agência incorpora esses dados para compreender melhor os clientes e os consumidores, o modo como pensam, como agem, como reagem a uma peça de comunicação. “Os dados, especialmente depois da explosão do digital, permitem-nos um grau de conhecimento dos consumidores que era inimaginável há alguns anos”, sustenta de Nardis.

Mas se a indústria mudou devido aos dados e à inovação, mudou também e muito em consequência da globalização. Esta é, aliás, a grande tendência que o ceo da OMD identifica. Desde logo porque “os clientes operam numa base multimercado”: Globalização para estas marcas significa perceber, a partir do que os países têm em comum, qual é a essência da marca e abordá-la com consistência em todo o mundo”.

A OMD é, ela própria, uma marca global. Com cerca de dez mil colaboradores e um desejo: “Agir como um só”. “Sermos um, sermos consistentes através dos mercados. Termos uma só história, uma abordagem única, falarmos com os clientes do mesmo modo”, afirma o ceo, acrescentando que o que diferencia a OMD das outras agências é que tem muitos clientes globais. “Eles esperam isso de nós. Esperam entrar num escritório em qualquer parte do mundo e encontrar a OMD que conhecem”.

Em Portugal também. A operação sofreu em consequência da retração do mercado, mas de Nardis elogia a capacidade da gestão local de reter talentos, de continuar a entregar grandes ideias, de servir o cliente da melhor forma. “Saímos da recessão mais fortes, talvez mais pequenos, mas certamente mais fortes”.

fs@briefing.pt

Quinta-feira, 22 Maio 2014 12:33


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