Como os Young Creatives dão palco à criatividade nacional

Levar a criatividade nacional além-fronteiras, é a missão dos Young Creatives Contribuir para que Portugal se afirme como um país de referência na criatividade e inovação é o papel dos Young Creatives, a competição que leva dois jovens criativos ao Festival Eurobest, e que serão conhecidos a 18 de novembro. Uma participação forte da indústria e dos jovens criativos é o que espera Vasco Perestrelo, CEO da MOP, representante portuguesa do evento.

Briefing | Como surge o Young Creatives?

Vasco Perestrelo | A competição Young Creatives faz parte da preocupação que a organização Lions Festivals e nós, como seus representantes em cada país, temos em constantemente contribuir para a valorização e formação da criatividade nos jovens. Em todos os festivais existe uma competição criativa dirigida exclusivamente aos jovens, cujo vencedor de cada país vai depois competir numa final mundial durante o festival em questão. A prova mais conhecida é o Young Lions, que está ligada ao Cannes Lions. O Young Creatives está ligado ao Eurobest, é a competição que está agora a decorrer em Portugal e cujo vencedor irá depois à finalíssima no Eurobest em Antuérpia.

Briefing | Como o Young Creatives pode ser uma oportunidade para os jovens criativos?

VP | É uma oportunidade, essencialmente por uma razão: a formação. Permite ao vencedor a experiência única de estar presente num grande festival com os maiores criativos do mundo e simultaneamente competir e aprender com eles. Por outro lado, permite que o seu trabalho e skills sejam “vistos” por esse mesmo grupo de pessoas, dando-lhes assim uma forte projeção na indústria internacional. Por alguma razão os vencedores destas competições são imediatamente alvo de propostas de várias agências de renome internacional.

Briefing | Qual a relevância da representação de Portugal nesta competição?

VP | Portugal tem um histórico muito relevante nas competições dirigidas a jovens criativos.

Briefing | Como tem sido a evolução, em termos de inscrições, de edição para edição?

VP | É ainda cedo para avaliar, mas tudo aponta para uma participação forte da indústria e jovens criativos.

Briefing | E quanto à qualidade das propostas?

VP | Só poderemos avaliar no dia 17, data em que o júri reunirá para avaliá-las.

Briefing | Que expectativas para a edição deste ano?

VP | Sempre que tenhamos mais e melhores propostas.

Briefing | Qual a importância desta competição para o sector da comunicação? E para o país?

VP | Esta competição permite ao setor da comunicação descobrir novos talentos e ter acesso a novas ideias. Estes jovens criativos portugueses vão ter a oportunidade de mostrar as suas valências num palco internacional e competir com os melhores jovens profissionais dos restantes países. Igualmente, ao assegurarmos a participação portuguesa no Eurobest, estamos a contribuir para que Portugal se afirme como um país de referência no que concerne a criatividade e inovação, o que acaba por ter repercussões a nível de reputação do País, contribuindo para a sua competitividade.

Briefing | A indústria criativa portuguesa precisa de incentivos? Quais?

VP | Penso que sim. Os anos de crise que passámos impactaram a indústria, e estes anos difíceis fizeram com que muitas empresas estivessem naturalmente mais preocupadas com a sua sobrevivência, e menos com o seu foco principal: a criatividade. Nesse contexto todas as formas e iniciativas que permitem valorizar a força da criatividade e a diferença que faz na vida das marcas e das pessoas são bem-vindas. As nossas iniciativas têm esse único objetivo.

sb@briefing.pt

Quinta-feira, 12 Novembro 2015 12:20


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