Briefing | Como nasce o conceito Merenda Portuguesa?
Paulo Cruz | A ideia nasceu em 2011 motivada pela necessidade (estava sem emprego desde 2010), pela observação (da inexistência de um conceito que poderia ser preenchido com uma resposta nova e original) e pela inspiração. Como se tratava de criar algo que nunca tinha sido feito, primeiro foi preciso fazer alguns testes para comprovar a sua exequibilidade, só depois comecei a pensar no melhor formato para a disponibilização do produto aos consumidores: Oferta de uma refeição completa, com base num pão light com uma forma especial “Merenda Portuguesa” (MP), onde se coloca o recheio resultante da adaptação dos pratos típicos da gastronomia portuguesa. O resultado final é um produto inovador na forma, mas tradicional no sabor e que recupera para o dia-a-dia da cidade a refeição com os sabores tradicionais.
A apresentação pública do conceito e imagem da Merenda Portuguesa (MP) ocorreu em Dezembro de 2013 com a abertura da loja no Colombo, um ano após o desenvolvimento e teste do conceito, que se iniciou em setembro de 2012, e depois de, em junho de 2013, ter ganho o 7º concurso de ideias de negócio de Cascais-DNA. Nessa altura percebi que era tempo de avançar e passar para uma nova fase com abertura de um espaço numa grande superfície comercial. Foi possível concretizar esse passo através da entrada de um novo sócio, Tiago Cardoso, abrindo a loja do Colombo em Novembro de 2013. Entretanto, para dar um novo fôlego financeiro necessário ao investimento projetado, mas também reforço orgânico e estrutural da empresa para fazer face aos novos desafios, entrou a nova sócia, Elizabete Silva.
Briefing | Que “ferramentas” de comunicação é que a marca tem usado para ganhar notoriedade?
PC | Temos apostado em vários materiais de suporte para distribuição junto de clientes e potenciais clientes, nomeadamente flyers, criámos o nosso site e uma página no facebook, mas o nosso maior investimento em termos de visibilidade é a Merenda Móvel, uma carrinha VW “pão de forma” recuperada e adaptada para vendas outdoor.
Briefing | Que atitude é que tem perante as redes sociais?
PC | Considero que são fundamentais atualmente. Elas são uma ferramenta essencial para divulgar o nosso produto, a nossa imagem, as nossas ideias. De criar lembrança sobre a nossa marca. Estão entre o método mais direto para chegarmos ao cliente, uma vez que fazem, cada vez mais, parte do dia-a-dia das pessoas. São também um barómetro muito importante sobre o grau de satisfação dos nossos clientes uma vez que permitem interação.
Briefing | Quais as ambições da marca e como pretende desenvolver o seu marketing?
PC | Atualmente estamos a desenvolver três abordagens no que diz respeito ao marketing: uma mais local, focada junto das nossas lojas, aproveitando uma comunicação de proximidade junto do público que circula no local onde estamos fixados; a nossa segunda abordagem tem na Merenda Móvel o seu núcleo, indo ao encontro de potenciais clientes em locais que eles frequentam, seja nas zonas mais movimentadas da cidade, seja em eventos específicos; e o nosso terceiro enfoque está no digital, que pretendemos manter e melhorar num trabalho contínuo de gestão. A nossa ambição, a curto-prazo, é desenvolver ações de marketing mais focadas no público jovem e para eventos. Estamos capacitados para fornecer serviços em eventos privados, como conferências e congressos, e já tivemos casos de grande sucesso, por isso queremos desenvolver esta área e dar-lhe mais destaque nos próximos tempos.
Briefing | Quais as especificidades de comunicar num sector como a alimentação?
PC | É muito importante comunicar de forma eficiente no setor alimentar, principalmente no ramo onde nos posicionamos, uma vez que a concorrência é muito grande e temos que nos destacar. Neste ambiente tão competitivo, é muito importante conseguirmos passar a mensagem do que nos diferencia no mercado, potenciar a nossa marca e distinguirmo-nos pelo que somos e pelos princípios pelos quais nos regemos, como a qualidade, por exemplo.

