Consumidores têm medo de ficar de fora e as marcas sabem

Consumidores têm medo de ficar de fora e as marcas sabem

Já alguma vez se sentiu desconfortável e até ansioso com a possibilidade de estar a passar ao lado de informação importante a que os seus pares têm acesso? Se sim, sofre de “medo de ficar de fora” (FOMO, na sigla em inglês), tendência identificada no mais recente relatório da JWT.

“Este sempre foi um sentimento presente nas nossas vidas mas tem vindo a crescer exponencialmente com o acesso a informação em tempo real e o uso crescente das ferramentas das redes sociais”, explicou, na apresentação do documento, a diretora de tendências da JWT, Ann Mack.

Esta tendência é uma das conclusões dos inquéritos conduzidos pela JWTIntelligence ao longo de 2011, envolvendo peritos, académicos e pessoas influentes nas áreas da tecnologia, num total de 1270 indivíduos maiores de 18 anos e 110 adolescentes nos Estados Unidos e Reino Unido.

E o que se verificou foi que a chamada geração milénio é a mais afetada pelo FOMO: cerca de 70 por cento dos adultos entre os 18 e os 34 anos identificam-se com o fenómeno de alguma forma, sendo que 65 por cento dos adolescentes também referiram ter sentido o mesmo. Jovens adultos e adolescentes são, assim, os que mais sentem “medo de ficar de fora” – e sentem-no sobretudo quando se deparam, através das redes sociais, com a informação de que os amigos estão a fazer algo que eles não estão ou a comprar algo que eles ainda não compraram.

Esta mesma geração está consciente de que os media são um indutor de FOMO: 54 por cento dos inquiridos concordaram que é fácil sentirem-se “de fora” num site como o Facebook e metade disse mesmo que os media ampliam o sentimento de exclusão.

As marcas estão atentas a este fenómeno. Ann Mack, da JWT, considera que o conceito FOMO tem um enorme potencial para as marcas, que tem vindo a crescer com a participação nas plataformas de media, motivando os consumidores a intervir cada vez mais”: “As marcas podem focar-se em tirar partido do FOMO, aumentando o seu impacto ou tornando-o esclarecedor e até mesmo positivo”.

No relatório há exemplos concretos de marcas que potenciam o receio de exclusão dos consumidores: a Smirnoff, a Heineken, a Nescafé e a Nestea já associaram o conceito a campanhas publicitárias.

Fonte: JWT

Quarta-feira, 14 Março 2012 16:29


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