Para Pinto Balsemão, CEO da Impresa SGPS, podem existir parcerias entre produtores e distribuidores de conteúdos, no entanto, é preciso que cada um tenha consciência do papel que tem. Na sua opinião, Balsemão acredita que as televisões têm futuro e que aquilo que pode prejudicar o futuro da televisão em Portugal é, precisamente, o excesso de concorrência: “não há consciência que o investimento publicitário baixou em 2010”, acrescenta.
Por sua vez, Guilherme Costa, presidente da RTP, realça que é importante a dinamização e promoção de conteúdos portugueses no mercado internacional, e que para isso, devem existir parcerias entre as televisões privadas e a pública, criando por exemplo, um “laboratório de media” onde os conteúdos podem ser produzidos a baixo custo e onde podem ser utilizados recursos como as escolas de comunicação e audiovisual. Ainda assim, para o futuro, o presidente sublinha que os conteúdos não podem ser gratuitos.
Já Pais do Amaral aponta que a principal ameaça ao futuro das televisões generalistas é a Internet TV e que o online vídeo vai provocar enormes mudanças na cadeia de valor. Para o presidente do conselho de administração da Media Capital a estratégia deve passar por os operadores conseguirem construir uma forma de distribuição online, que os operadores subam na cadeia de valor e que o branding seja reforçado.
Do lado dos operadores, Rodrigo Costa, presidente da comissão executiva da ZON Multimédia, considera que, do ponto de vista pessoal, estamos numa fase em que é importante estabelecer parcerias, pelo que, não vê como obrigatório a ideia de fusão do negócio da distribuição e da produção de conteúdos. Utiliza mesmo o exemplo da Prisa: “não sei até que ponto eles olham como um sucesso ou uma dor de cabeça”.
Por fim, Zeinal Bava, CEO da Portugal Telecom, sublinha que é essencial interagir com o conteúdo e que a PT quer assumir a liderança da televisão paga no nosso país e que o over the top content (OTT) pode ser uma ameaça para quem não investiu na rede mas que também abre amplas oportunidades.
A moderar esta conversa este Pedro Norton, o presidente da APDC e administrador da Impresa. Nesta conferência, estiveram ainda em debate outros dois painéis: “O futuro do ecrã: maior, com melhor imagem ou interactivo?” e “Tendências internacionais do modelo de negócio da televisão na era da internet”.
FSB
Fonte: Briefing

