O investimento em soft sponsoring, ou product placement, tem, segundo Sofia Moura, diretora comercial adjunta da SIC, assumido uma maior relevância. É que “as marcas procuram um papel na história, que se deve a um conjunto diverso de fatores, desde logo pela qualidade e audiência que distingue a SIC”. A estes elementos junta-se uma abordagem comercial integrada e resultante de um trabalho próximo junto das marcas a quem a SIC desafia – e é desafiada – a escrever histórias em conjunto. Um trabalho que não implica alterações na programação do canal, e que é motivo acrescido para o canal fazer “mais e melhor ficção”.
Sofia Moura conta que os guionistas e as produtoras encaram as marcas como parte integrante das histórias e da produção. “Não é possível hoje escrever e produzir ficção sem a presença de marcas, que da mesma forma que fazem parte da vida das pessoas, influenciam a vida dos personagens das nossas histórias”, afirma.
E no que toca ao desenvolvimento deste trabalho, a SIC diz ter em conta a pertinência e coerência das marcas, e da sua integração com os enredos, núcleos e personagens. Há, assim, uma tentativa de desafiar aquelas capazes de ajudar a construir e a dar realismo às histórias e à vida das personagens. “Já recusamos marcas ou adiámos a sua integração por não fazer sentido na ambiência da novela”, assegura.
Esta alternativa à publicidade apresenta vantagens para todos os intervenientes – canais de televisão, produtoras, e marcas. “As marcas beneficiam de exposição para os seus produtos, enquanto os produtores e os canais aumentam o retorno e equilibram os custos de produção e promoção”, atesta Sofia Moura. Como? Através do fornecimento de bens e serviços por parte das empresas, enquanto se garante autenticidade para o conteúdo final, concretiza a diretora comercial adjunta da SIC.
Por isso, a receita é crescente, o que permite aumentar a relevância do canal na estratégia publicitária. Contudo, a SIC tem consciência de que a forma mas também a quantidade de integrações cria uma responsabilidade acrescida. “Temos de conseguir continuar este caminho sem defraudar a audiência”, conclui Sofia Moura.
Este artigo pode ser lido na edição impressa do Briefing, no âmbito de um dossier dedicado ao soft sponsoring.

