Tal como aconteceu recentemente com o jornal Público, também o Sol vai passar a ser agrafado e aparado; o grafismo passa a dar “mais importância à imagem, mais relevo aos títulos e criará mais ritmos”, avança José António Saraiva que realça: “Não basta um grafismo ser bonito, é preciso ser eficaz, ou seja, tem de conduzir os leitores a ler. Senão, nada feito. Um jornal é um jornal, não é uma gravura para pendurar na parede”.
Também o site acompanhará a alteração do grafismo da versão impressa do semanário. “Nesta mudança, digamos que o jornal em papel foi a locomotiva; o site acompanhou”, explica o diretor.
Estas alterações surgem porque “os jornais têm que mudar ciclicamente, porque a Terra gira e as sociedades evoluem. Mas houve fatores adicionais: a coleção de cromos de Eusébio [o jornal vai distribuir 200 mil cadernetas com o apoio do SL Benfica] e a mudança de tipografia – para a Sogapal – com uma impressão em máquina comercial”, revela ao Briefing o responsável. “Achámos que as mudanças se potenciavam melhor umas às outras se as fizéssemos todas em simultâneo”, adianta.
Mas as modificações não se restringem apenas à grafia; o preço do jornal também sofrerá uma mudança, passando, agora, para dois euros. Intuito desta redução é “facilitar o colecionismo, alargando o universo dos que querem fazer a coleção”, aliado à “consciência de que, em tempos de crise, o preço de três euros pode ser alto para muita gente”, explica José António Saraiva, salientando o esforço feito pelos acionistas do jornal para que tal fosse possível.
As alterações arrastam-se igualmente para a revista Tabu – ainda que menores -, assim como as edições angolana e moçambicana que são diferentes da portuguesa (em Angola, a revista que acompanha o Sol intitula-se Caju e em Moçambique Lua).
Catarina Caldeira Baguinho
Fonte: Briefing


