Assim, conta Maria João Oliveira que a “Wavemaker Content ia ser um departamento da MEC”. “Já era um caminho traçado” e de olhos no conteúdo. Até porque, para José Manuel Cardoso, “a área de content é por onde passa o futuro da comunicação persuasiva das marcas” e é a junção com a capacidade tecnológica e o conhecimento dos meios que transformam o claim da nova agência: “Future Makers”. O próprio nome, explicam, baseia-se na lógica de turbinar toda a informação. “Queremos ser fazedores de ondas juntos dos nossos clientes, no mercado”.
As duas empresas tinham posicionamentos diferentes, mas ADN muito parecido, e não tinham grande concorrência entre si ao nível dos clientes. “A ideia foi fundir as duas agências e criar uma empresa realmente com escala em todas as geografias”, explica José Manuel Cardoso. E remata: “Neste momento temos as condições de base traçadas para podermos ser all over the world”. Maria João Oliveira acrescenta que a finalidade é ser “mais do que duas companhias juntas”. “Abraçar as novas tecnologias, os dados e o conteúdo e, com a junção, formarmos uma oferta ainda mais completa; não quer dizer que não a tivéssemos já, mas cada vez investimos mais nessas áreas”, enquadra.
Mas como é que a Wavemaker se vai distinguir? “Para já pelo nome, que por si só já cria ondas”. Mas, do ponto de vista prático, são os recursos humanos que determinam o futuro. “Entre as (pessoas) que saem e as que entram na empresa, a preocupação é criar um balanço que confirme não só a parte da ‘media’ como a parte do ‘content’ e a parte da ‘tecnologia’ que são os nossos três grandes pilares”. O CEO destaca a importância de contratação de pessoas com conhecimento abrangente: “O conhecimento, para nós, tem de estar horizontalizado. Os especialistas, esses sim, têm de ter um comportamento verticalizado”. Esta ordem de ideias é reflexo do ADN da MEC, baseado na lógica “Don’t Just Live. Thrive”, e da Maxus, que se orientava através do PACE. “Aquilo que nos vai unir e que vai fazer de nós uma agência com um posicionamento diferente da normalidade, não é o PACE, nem o ‘Don’t Just Live. Thrive’, é o PACED”. José Manuel Cardoso explica a sigla: Passionate (Apaixonado), “pessoas com muita paixão por aquilo que fazem”, Agile (Ágil) , “que sejam absolutamente ágeis na forma de pensar e colocar os pensamentos”, Collaborative (Colaborativa), a colaboração dentro da empresa “já existe e é importante”, Entrepreneurial (Empreendedor), “que não olhem para o facto de estarem aqui para subsidiar o final do mês, que olhem para o posto de trabalho como a sua própria empresa”, e Diverse (Diversidade), “admitir a diversidade não só de géneros mas também de opiniões, provocar discussões que nos apontem para um caminho”. “Estes cinco pilares são fundamentais para o futuro do posicionamento desta empresa”.
Às pessoas, Maria João Oliveira acrescenta o produto como motivo de diferenciação, isto porque foi feito um investimento no sistema de planeamento e plano estratégico assente em estudos e ferramentas no estudo-estrela do grupo “Wavemaker Momentum”. “Essa consultoria, que nos propomos fazer, assenta num processo e no consumo, ou seja, na viagem e na jornada do consumidor no seu dia a dia”. Neste contexto, a diretora-geral explica que a observação e o plano são feitos de forma circular. “Há uma fase em que procuro e recebo estímulos, depois há um trigger e eu parto para a procura da informação. Realizo e fecho a venda, mas, depois da venda, volto a fazer parte do processo inicial de procura de estímulos”, clarifica, avaliando esta metodologia como uma mais-valia pela forma como a informação é recolhida. “Para fazermos tendências nos mercados e para que essa consultoria nos coloque sempre na linha da frente das tendências do consumidor”.
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