Cinco dias depois do incêndio que matou 64 pessoas, era criada na rede social a página que viria a mobilizar fotógrafos portugueses, mas não só, sob o mote “O melhor de cada um de nós para o melhor de todos nós”.
A ideia é que cada um doasse uma foto, que seria depois adquirida pelo público em geral, com o valor da venda a reverter para os bombeiros de Castanheira de Pera.
Cerca de 200 responderam ao apelo, entre colegas de Cotrim na Agência Lusa – André Kosters, Tiago Petinga, Mário Cruz – e ex-colegas como Cristina Fernandes (a primeira fotojornalista portuguesa a trabalhar numa agência de notícias, a ANOP), mas também fotojornalistas de outros meios, como Homem Cardoso, Alfredo Cunha e Luiz Carvalho, e de agências internacionais, como a Reuters, a France Press e a Associated Press, e de outros países, como o Luxemburgo e a Alemanha.
As fotografias doadas vão ser protagonistas de uma exposição improvisada na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa: estarão simbolicamente suspensas, penduradas numa espécie de floresta. Podem ser adquiridas por 20 euros cada. Esta quarta-feira, dia 19.

