“A título pessoal, concordo que isso possa ser proposto aos clientes caso a caso. Mas parece-me um pouco extremo fazê-lo no lugar dos clientes”, declarou à agência France Press, recordando o acordo que a Havas mantém com a Google.
Mas o diretor-geral da filial britânica, Paul Frampton, justificou a decisão, em comunicado, com a necessidade de assegurar aos clientes que as suas marcas são colocadas no mercado num bom contexto e que podem ter a garantia de que esse contexto é seguro e regulado.
A decisão da Havas do Reino Unido, que envolve marcas com a O2, BBC, Dominos e Hyundai Kia, não é única, pois, num primeiro momento, também o jornal britânico The Guardian e a BBC, além do próprio governo, anunciaram a intenção de não anunciar naquelas plataformas. E, mais tarde, foi a vez de a HSBC, o Lloyd’s Bank e o Royal Bank od Scotland.
Entretanto, o responsável da Google para a região EMEA, Matt Brittin, veio a público pedir desculpa à indústria da publicidade, indicando que está em curso uma revisão dos procedimentos, mas comentando, no entanto, que o que está em causa são “centavos, não libras”.

