Em comunicado, a Impresa avança que iniciou um processo formal de avaliação do seu portfolio e respetivos títulos, que poderá implicar a alienação de ativos. Segundo o Público, a Visão pode estar entre as publicações a ser encerradas. O jornal acrescenta que a solução terá sido comunicada pela administração esta quarta-feira de manhã aos diretores das revistas em causa.
Por sua vez, o Dinheiro Vivo diz que a Impresa se encontra em negociações para proceder à venda de todas as revistas do Grupo e que existem pelos menos três potenciais compradores.
A decisão de executar um reposicionamento surge do Plano Estratégico elaborado para o triénio 2017-2019 e visa “melhorar a situação financeira do Grupo, assegurando a sua sustentabilidade económica, e logo a sua independência editorial”.
A Direção do Sindicato dos Jornalistas já manifestou estar preocupada com a agitação no grupo Impresa e pediu uma “reunião urgente” com o presidente do Conselho de Administração de forma a esclarecer a “redução da exposição do grupo ao setor das revistas”.
O Sindicato dos Jornalistas declara que lamenta que a Impresa “não tenha em conta a situação laboral de cerca de duas centenas de trabalhadores” e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração que os trabalhadores considerarem necessária.
Relembramos que, além da Visão, também a Caras, Activa, Exame, Exame Informática, Telenovelas, TV Mais, Courier Internacional, Blitz e Jornal de Letras, pertencem ao Grupo Impresa.
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