Nos mupis criados pelo movimento podem ler-se mensagens como “Trabalha para a TBWA? Está a dar forma aos desejos. Tem poder e responsabilidade moral. Nós adorávamos falar consigo” ou “Se trabalha para a JWT, dá forma aos nossos desejos. O seu trabalho é visto por toda a cidade. Mas queremos que o seu trabalho tenha mais significado. Há mais coisas na vida que a publicidade. Nós precisamos da sua criatividade e adoraríamos falar consigo”.
“A indústria publicitária tem um impacto profundo nos nossos valores e naquilo que consideramos importante na nossa vida. As capacidades de milhares de criativos são necessárias não para nos vender mais produtos, mas para ultrapassar múltiplas crises sociais atuais como as mudanças climáticas, a desigualdade social e a pobreza infantil. Queremos conversar com aqueles que trabalham em publicidade sobre como podemos deixar para trás o consumo e o crescimento económico”, comenta à Adweek Robert Marcuse, um dos membros do Brandalism.
Os outdoors foram desenvolvidos por ex-criativos de agências publicitárias que se juntaram ao Brandalism. Uma delas, Cynthia Philips, refere que se tornou membro porque queria “deixar de ser mera espectadora, quando há tantas questões sérias na atualidade para resolver”.
Em 2015, o Brandalism espalhou 600 anúncios falsos pela cidade de Paris, por ocasião do Programa de Ação Climática, organizado pelas Nações Unidas, que destacavam a hipocrisia ambiental das marcas.




