Mais clientes. A mesma boutique criativa

“Crescer em clientes, manter uma boutique criativa”. É este o objetivo da The Hotel, que, a propósito dos quatro anos, decidiu abrir as portas e mostrar o que ali se vive: pelo menos, nos pequenos-almoços mensais da agência. Em jeito de balanço, fala-se de faturação, projetos e metas.

Desta vez, o pequeno-almoço mensal da agência teve novos convidados: a imprensa. Isto porque, a The Hotel faz quatro anos. “É nossa intenção mudar muito pouca coisa em relação aos pequenos-almoços anteriores, e por isso o que vão ver são coisas boas e coisas menos boas, que são o dia a dia de uma agência com estas características. No entanto, fizemos quatro anos e achámos que era uma boa altura para partilhar a realidade da The Hotel”, explica Bárbara Leal Peixoto, partner da The Hotel.

Tudo começou em 2013, pela mão de Tiago Viegas e Hélder Monteiro, na Pensão Amor, no Cais do Sodré, em Lisboa, e, um ano mais tarde, Bárbara Peixoto juntou-se à equipa. Depois de 2015 se ter revelado um ano “muito duro e de grande investimento”, em que coincidiu a mudança de instalações da The Hotel, em 2016 a empresa começa “finalmente” a “colher frutos desse investimento”. É que passou-se de uma faturação de 275 mil euros (em 2013), suportada em 90% por apenas um cliente, para mais de 900 mil euros e cerca de nove clientes, em 2016.

Para Tiago Viegas, a faturação não significa muito por si só, mas é particularmente relevante quando cruzada com o número de clientes que a perfazem: “Com a Nutri Ventures a perder relevância, a agência que, em 2013, fez aqueles projetos já não existiria hoje. Isto é o perigo de uma agência pequena faturar muito com base em dois clientes”. 

Aliás, este é um assunto sensível na The Hotel, que acredita que uma agência não deve viver à base de fees: “Acho que os fees fazem mal a toda a gente: às agências, que normalmente ficam preguiçosas e dependentes, e fazem clientes mal habituados e que acabam por usar mal o fee que têm – é um equilíbrio quase impossível de conseguir”, comenta Tiago Viegas. Ali trabalha-se projeto a projeto e, na verdade, há clientes que já estão com a The Hotel há 3/4 anos, é o exemplo da IKEA. 

Para 2017, o objetivo é facturar 1200 mil euros e ter cerca de 15 clientes, o que irá obrigar a um reforço de equipa. “Se queremos manter-nos uma boutique é importante que a equipa cresca, para termos pessoas dedicadas”. 

sb@briefing.pt

 

 

Terça-feira, 21 Fevereiro 2017 12:50


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