Tiago Patrício Gouveia, diretor do Museu do Caramulo, contou ao Briefing que “os ‘apadrinhamentos’ surgiram de uma vontade expressa, de forma informal no passado, por algumas marcas de se associarem ao museu. O programa de apadrinhamentos veio abrir um novo tipo de ligação às marcas e à sociedade, com a vantagem de envolver valores mais baixos, e uma ligação mais forte a uma determinada peça, que também é escolhida de acordo com o perfil de quem apadrinha”.
São ao todo cerca de 100 os veículos, por entre a coleção de automóveis, motociclos e bicicletas, que as empresas podem escolher para apadrinhar.
As empresas que se constituírem como “padrinhos” vão beneficiar de diversas vantagens como poderem viajar no automóvel anualmente, inserir a marca ou logotipo na placa do veículo apadrinhado e de apoios do museu, como benefícios fiscais, comunicação do apoio em diversos canais, entre outros.
Todos os apoios vão sendo anunciados na newsletter do museu, e na página oficial do museu no Facebook. Desde o lançamento do programa, o museu já recebeu propostas para apadrinhar cerca de 25 por cento dos automóveis expostos, por entidades como a Ford, Interecycling, C. Santos V.P., HUF, Cosimpor ou Renault, entre outras.
Um ponto curioso relativamente às empresas apoiantes é que apenas metade destas são do sector automóvel. Este fato concluí então que o apoio é também feito por outras empresas fora do ramo automóvel, em que os critérios de ligação surgem por diferentes fatores como a nacionalidade ou a idade do veículo, o perfil do mesmo ou apenas uma ligação pessoal de alguém da marca a um determinado modelo.
Para promover a campanha, além do anúncio presente no museu, foram feitos contatos diretos às marcas, com sugestões de modelos que melhor se associassem a cada uma delas.
Fonte: Porter Novelli, Briefing


