De fabrico parcialmente artesanal, o renovado caderno é constituído por um papel mais distinto do que o original, com uma bolsa na contracapa para guardar cartões ou pequenos documentos, além de uma fita marcadora e de um elástico que permite fechá-lo e guardar o conteúdo em segurança. A etiqueta exterior, verdadeira imagem de marca, foi também modernizada, sofrendo uma ligeira alteração na cor.
A loja Vida Portuguesa, em Lisboa, serviu de palco ao renascimento do Caderno Azul, mas a partir de finais do mês estará nas papelarias e livrarias de norte a sul do País. Na apresentação, o administrador da Firmo Rui Santos Carvalho explicou que a intenção da marca é partir para o mercado internacional quando o produto já estiver consagrado no português.
Apesar de fazer parte do imaginário nacional, a verdade é que o Caderno Azul já foi falado na imprensa estrangeira e tem até lugar na literatura mundial: um dos personagens de “A noite do oráculo”, de Paul Auster, é um jovem escritor americano que descobre numa papelaria de Brooklyn chamada Palácio do Papel um caderno azul de fabrico português graças ao qual consegue voltar a inspirar-se… Graças a este episódio, um jornalista do “La Vanguardia” lançou o rumor de que Auster compraria os seus cadernos em Portugal: é que o Palácio do Papel existe mesmo, não no bairro nova-iorquino de Brooklyn, mas em Lisboa. E é forrada a cadernos azuis…
Fonte: Multicom


