Foi em junho que o navio saiu do estaleiro em Saint-Nazare (França) rumo à cerimónia de batismo em Copenhaga (Dinamarca) e para essa primeira viagem a empresa adquiriu 400 toneladas de bio-LNG (gás natural liquefeito), o que lhe permitiu navegar sem recurso a combustíveis fosseis.
Na escala em Lisboa, a vice-presidente de Sustentabilidade e ESG da empresa, Linden Coppell, explicou que, para o conseguir, a empresa comprou todo o LNG existente no mercado. O que significa que a produção ainda é insuficiente para abastecer um navio como o Euribia, cuja autonomia para navegar com este combustível alternativo sem abastecer é de três a quatro semanas.
No que toca à sustentabilidade, o MSC Euribia é 50% mais eficiente do que a regulamentação internacional impõe, emitindo 19% menos gases com efeito de estufa do que os navios irmãos da frota, por dia e por passageiro, e menos 40% face aos navios construídos há dez anos.
Está preparado para ligar às redes elétricas dos portos, de modo a reduzir as emissões enquanto está acostado, uma situação que ainda não acontece em Lisboa. Toda a iluminação é LED e o navio está equipado com sistemas de controlo de ruído aquático e de recuperação de calor.
É ainda dotado de um sistema de dessalinização de água do mar que assegura 90% das necessidades – são três milhões de litros por dia, usados quer na cozinha, quer na limpeza, quer nas piscinas. E que depois integra o sistema de tratamento de águas residuais, “tão avançado” que – segundo Linden Coppel – possibilita a libertação no mar sem qualquer impacto para o ecossistema.
O compromisso é – nas palavras do diretor-geral da MSC Cruzeiros em Portugal, Eduardo Cabrita – alcançar as zero emissões em 2050. Para a sua concretização contribui o Euribia, que é o mais avançado tecnologicamente da frota, utilizando o “combustível marítimo mais limpo que existe produzido em escala”.
Esta mensagem de sustentabilidade acompanha o navio em todas as suas viagens, na medida em que está, simbolicamente, pintada no casco. Um concurso mundial, em que Portugal também participou, levou à escolha do artista alemão Alex Flämig, que se inspirou nas cores do oceano para a obra “Save the Sea”.
O próprio nome do navio reflete, como notou Eduardo Cabrita, o posicionamento da empresa no que toca à proteção do ecossistema marinho: é uma homenagem à deusa grega Eurybia, que controlava o clima, os ventos e as constelações para dominar os mares.
Com 19 decks, 43 metros de largura, 2.419 camarotes e 35 mil metros quadrados de área pública, o MSC Euribia é o 22.º da MSC Cruzeiros, estando previsto um novo navio para 2025.
Fátima de Sousa

