Os rótulos ganham, igualmente, mais cor e modernidade, com harmonização visual entre todas as cervejas do portefólio. Subjacente está sempre a intenção de contar uma história através dos elementos visuais. De acordo com o porta-voz da marca, se, no início, havia que criar notoriedade, agora – volvidos 13 anos – trata-se de celebrar um modo de vida mais boémio, associado à sinuosidade das curvas e à imperfeição, visando contrariar a ideia de perfeição que, muitas vezes, chega através das redes sociais.
Já o asterisco, permite evidenciar as cinco letras com que se escreve a palavra vadia, mas também simbolizar, em cada braço, a diversidade de consumidores a que a marca se propõe chegar, bem como as cinco áreas de negócio desta cervejeira de Oliveira de Azeméis, criada em 2010 pelo francês Nicolas Billard e por dois amigos.

É precisamente Nicolas Billard, CEO da marca, que explica o destaque dado, no âmbito do rebranding, ao estilo de cada cerveja. A marca – diz – foi evoluindo de acordo com o conhecimento que o consumidor ia tendo sobre cerveja artesanal. E agora que já existe uma comunidade, a Vadia propôs-se inovar dando ênfase ao estilo – german pilsener, american IPA, imperial stout, entre outros.
Trata-se de fazer crescer toda a categoria da cerveja artesanal, a qual representa 0,5% do total do mercado de cerveja em Portugal, o que significa que “há muita margem de progressão”. No entender de Nicolas Billard, isso consegue-se com a diversidade de estilos e de cervejeiros, com o mercado a trabalhar em conjunto para gerar entusiasmo à volta desta cerveja.
Com o selo da Vadia saem quase 50 cervejas, sendo que 11 integram o core, isto é, são de produção continua. As demais são sazonais ou colaborações, sendo que no total saem de Oliveira de Azeméis mais de 300 mil litros por ano.
Para este volume vai agora contribuir a cerveja que assinala o rebranding – Imperativa, de seu nome, uma imperial stout no estilo, que se deu a conhecer no Museu da Cerveja, em Lisboa. Castanho escura, muito cremosa, apresenta um aroma intenso a café, torra e cacau e um elevado teor alcoólico (11,5º). O objetivo – explica o fundador da marca – é ser uma cerveja gastronómica, para harmonizar com uma refeição.

Fátima de Sousa

