Os dados respeitantes aos meses de Julho e Agosto de 2009 demonstram um abrandamento da quebra de investimento, chegando o mês de Agosto a situar-se ao nível dos valores do período homólogo do ano anterior. Assim, prevê-se uma subida dos 680 mil milhões de euros de investimento total referente a 2009 para 701 mil milhões de euros referente a 2010, representando uma subida de cerca de 3%.
No que refere aos vários meios, é a internet aquele que apresenta um maior crescimento, passando dos 3,6% de share referente ao ano de 2009, para 4,3% para o ano de 2010, tendo os restantes meios variações mínimas.
O fim da queda da publicidade
“O mercado publicitário, que apresentou no primeiro semestre de 2009 uma queda acentuada em Portugal – chegando em alguns meses a situar-se ao nível dos 25% – apresentou já nos últimos 3 meses uma evolução mais favorável, com os dados conhecidos respeitantes a Julho e Agosto a mostrar um rápido abrandamento da quebra, e chegando mesmo o mês de Agosto a situar-se praticamente ao nível dos valores do período homólogo do ano anterior”, conclui o Luís Mergulhão, CEO Omnicom Media Group.
Como tal, a manter-se esta tendência – que desde o início do ano apresenta em valores acumulados, mês a mês, uma redução da queda – “poderemos chegar ao final do ano com um acumulado que rondará os 15% de quebra anual, mas já em pleno terreno positivo no último mês do ano”.
Assim, teremos condições para começar o ano de 2010 já com o mercado a crescer, “num movimento que, na opinião de Luís Mergulhão, “tem naturalmente de ser entendido como um ajustamento em alta de forma a compensar a exagerada quebra – face às médias europeias – que Portugal sofreu no último trimestre de 2008 e nos 2 primeiros de 2009”.
Luís Mergulhão defende aumento do preço dos Media
Em declarações ao Briefing, Luís Mergulhão, CEO da OMG Portugal, aponta os “efeitos desastrosos” resultantes da crise de investimento publicitário: ao nível dos anunciantes, obrigados a reduzir substancialmente os seus investimentos, com um forte impacto nas suas vendas; ao nível dos media, que reduzindo os preços de tabela por forma a capitalizar os seus espaços, têm quebras avultadas na tesouraria, o que leva a possíveis despedimentos e cortes nos custos de produção e difusão de conteúdos; e, ainda, ao nível das agências, que colocam demasiado focus no preço gerado, numa lógica redutora para quem presta serviços de criatividade e de qualidade.
Para Luís Mergulhão, a questão do investimento publicitário, das suas quebras e, ou, ganhos, deverá ser assim entendida numa lógica global de mercado, pois ao atingirem preços inferiores ao seu valor de mercado, os preços de media poderão levar a uma redução quer da qualidade quer da quantidade de oferta. Razão pela qual o CEO da OMG defende um aumento das tabelas de publicidade dos media: “estamos a perder valor de mercado”, garante.
Na edição de Outubro do jornal Briefing poderá ler na íntegra o artigo de opinião de Luís Mergulhão sobre os custos dos preços baixos nos media. O jornal estará cá fora a partir de dia 15 de Outubro.
Fonte: Briefing


