Os algoritmos amplificam, mas o controlo é humano

“A eficiência tecnológica é o motor que nos permite escalar, mas a responsabilidade humana é o volante que garante que não saímos da estrada”, afirma o CEO da Biometrid. Frederico Costa será orador no Congresso Nacional de Marketing APPM, no Porto e em Lisboa, a 21 e 22 de janeiro, respetivamente, com o tema “O Algoritmo como Deus: Ética, Poder e Responsabilidade”.

Os algoritmos amplificam, mas o controlo é humano

O CEO da Biometrid afirma que o algoritmo funciona como um amplificador das capacidades humanas, permitindo processar e distribuir informação em grande escala, mas reforça que a autoridade estratégica continua a ser dos profissionais de Marketing. “Não somos reféns da tecnologia; somos os curadores responsáveis que a utilizam para criar valor real para o cliente”, sublinha Frederico Costa. Segundo o responsável, a supervisão humana define as regras do jogo e garante que a tecnologia é usada de forma ética e segura.

O profissional aponta que os dilemas éticos, como privacidade, consentimento e exclusão, devem ser encarados como oportunidades para reforçar a responsabilidade corporativa. O CEO explica que, quando usadas corretamente, a biometria e a IA protegem e não invadem, transformando riscos em pontos de confiança. “Garantimos que a recolha de dados é mínima, transparente e sempre com o objetivo de beneficiar a experiência do cliente”, acrescenta. Na sua perspetiva, a tecnologia serve para proteger, prevenir fraude e eliminar fricção, mantendo o cliente seguro.

O orador sublinha ainda que a eficiência tecnológica permite escalar e automatizar tarefas, mas a responsabilidade humana mantém o controlo e garante ética. Frederico Costa reforça que a missão e a visão da marca definem os limites: a automação deve libertar os humanos para tarefas de valor, reforçar a segurança e assegurar que a identidade digital é uma âncora de confiança. “O controlo final é, e deve ser sempre, nosso. A transparência é fundamental: o cliente precisa saber que, por detrás da rapidez do algoritmo, existe uma ética humana que o protege”, conclui.

Simão Raposo

Sexta-feira, 16 Janeiro 2026 10:42


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