Herança Sanheiro vem do nome de família, sendo atualmente uma marca registada. As garrafas contam com um rótulo em comprimento, onde predomina o branco, destacando uma risca azul em baixo, que representa a casa da propriedade onde se situa a adega. Adicionalmente, cada artigo é selado manualmente em lacre.
O Herança Sanheiro Story 2020 é um Castelão tradicional, “franco e vibrante”. Já o Herança Sanheiro Supreme 2020 é um tinto, de “taninos ricos e envolventes”, e deixa notas que refletem o estágio em barrica de carvalho francês. São vinhos de pouca intervenção, onde quase tudo é manual, como pisa a pé e mistura de massas também a pé, sendo utilizada uma prensa com mais de cem anos.
“O terreno vem da altura do meu bisavô, foi ele que lá plantou a vinha original. O meu avô tratava da vinha, vendia parte da uva e fazia vinho para consumo próprio. Depois passou para o meu pai, Joaquim Sanheiro, que logo tomou a pulso a situação e tratou de replantar e aramar”, conta o proprietário, Joel Sanheiro. “Em 2017, decidi começar a fazer vinho e seguir as suas pisadas. Atualmente, uso apenas um hectare, que corresponde ao terroir com solo arenoso (o restante tem solos mais argilosos). A vinha tem agora mais de trinta anos e não é regada”, destaca.
O produtor realça que os vinhos que faz são gastronómicos: o Herança Sanheiro Story mais para acompanhar queijos, carnes, caça e comida de forno; e o Herança Sanheiro Supreme mais redondo e com tosta da barrica, faz uma boa harmonização com um bacalhau no forno e qualquer tipo de risotto.

