“Teremos tudo pago sem recurso a outras fontes”, afirma o presidente, Rolando Borges Martins, numa visita guiada à Lusa pelo quase finalizado Edifício do Mar, cuja construção custou 4,8 milhões de euros e foi apoiada em 600 mil euros pelo Turismo de Portugal.
Desenvolvido pelo consórcio Coutant/Arquiteto Pedro Campos Costa e “elogiado” pelo arquiteto do Oceanário, Peter Chermayeff, o projeto visa estabilizar o número anual de visitantes do “equipamento turístico pago mais visitado da cidade” em 1,1 milhões (a média anual é de um milhão), contrariando “por antecipação” a “tendência de decréscimo” deste tipo de espaços.
Com a renovação, pretende-se que as pessoas frequentem o espaço mais vezes e durante mais tempo.
Para tal, o novo edifício contíguo tem um auditório com 125 lugares, que acolherá desde teatro para crianças a seminários, um restaurante já concessionado e uma área com 600 metros quadrados para exposições temporárias, de um ano e meio a dois anos.
A primeira, com um custo entre 800 e 900 mil euros, vai mostrar o percurso das tartarugas marinhas num tanque com uma estrutura que rodeia os visitantes e lhes permite aproximar-se.
No local testa-se agora o sistema de águas e instalam-se os fundos do aquário.
Um bilhete normal para o Edifício do Mar, para o qual serão transferidas as bilheteiras, vai custar seis euros, mas quem quiser entrar apenas no Oceanário continuará a pagar 12, enquanto o bilhete para ambos os espaços custará 15,50.
A custo zero é possível ver uma peça artística, ou melhor, mais de sete mil – a fachada de cerâmicas do catalão Toni Cumella, responsável pela restauração do célebre Parque Güell (Barcelona), que permite maior eficácia térmica por ser duplamente ventilada.
Como o Oceanário está classificado, Rolando Borges Martins assegura que foram dados todos os pareceres necessários à construção deste edifício de cinco pisos, dois dos quais subterrâneos, até porque o novo prédio apenas está ligado à infraestrutura já existente por um corredor.
A fase mais crítica foi a colocação das fundações, por se tratar de área ribeirinha.
Sobre o cumprimento praticamente total do prazo e do investimento anunciados em 2009 (primeiro trimestre de 2011 e 4,7 milhões de euros), o presidente da Parque Expo diz que se tratou de uma “gestão dentro de casa, olhando para a frente, contida e com uma cultura de prestação de serviço ao visitante” e acrescenta, satisfeito, que “o empreiteiro cumpriu”.
ROC.
Lusa/fim
