De acordo dom a GfK, em Portugal as maiores dificuldades neste momento são a elevada taxa de desemprego, de cerca de 15 por cento, e os baixos rendimentos. Os consumidores portugueses estão convencidos de que esta situação não melhorará no futuro próximo.
Durante o Verão, as expectativas de rendimentos baixaram de novo rapidamente, caindo de 33,7 pontos negativos em Junho para os 55,4 pontos negativos atuais. A crise é evidentemente mais persistente em Portugal do que os consumidores tinham previsto a meio do ano.
A crise financeira europeia regressou em força em princípios de setembro. As taxas de juro de refinanciamento em constante subida relativamente à Itália e a Espanha provocaram nova especulação nos mercados.
O indicador das expectativas baixou, consequentemente, em quase todos os países. Em setembro, os valores mais baixos foram registados na República Checa (59,8 pontos negativos), em Portugal (57,1 pontos negativos) e em Espanha (52,0 pontos negativos). Com melhores expectativas económicas, encontram-se a Alemanha (17,3 pontos negativos), a Roménia (20,4 pontos negativos) e o Reino Unido (28,8 pontos negativos).
O estudo oferece uma panorâmica geral da evolução das expectativas económicas, expectativas de rendimentos e da disposição de comprar entre os consumidores da Alemanha, Áustria, Bulgária, Espanha, França, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Roménia, os países incluídos na sondagem e que representam cerca de 80 por cento da população total dos 27 países membros da UE.
A sondagem incluiu ainda os consumidores dos Estados Unidos da América. Ao contrário do que poderia ter sido previsto em função dos modestos dados económicos, os consumidores americanos estão cada vez mais confiantes. Nos 33 pontos em setembro, as expectativas económicas conseguiram alcançar de longe o seu valor mais elevado, desde que o índice foi introduzido pela primeira vez em Março de 2011.
Fonte: LPM


