O inquérito, realizado já depois do pedido de ajuda externa de Portugal, teve como objectivo conhecer a opinião dos portugueses sobre a solidez dos
bancos, analisando, em particular, a imagem dos principais bancos privados a operar em território nacional.
Quase metade dos portugueses (47%) acredita que, perante o impacto da crise, o pedido de ajuda externa feito por Portugal ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao Banco Central Europeu (BCE) e à Comissão Europeia (CE), terá um efeito positivo no sistema bancário português.
De acordo com o relatório da GfK, a grande maioria dos portugueses (68%) considera que a crise económica afectou de modo relevante a Banca Portuguesa. No entanto, a percepção sobre a solidez dos bancos tende a melhorar quando se fala nos bancos de que são clientes, já que metade dos inquiridos considera o seu banco principal muito ou totalmente sólido, enquanto que a banca portuguesa no seu todo apenas é vista dessa forma por menos de um quinto dos portugueses (18%). Ou seja, está subjacente uma relação de confiança com o banco com que se mantém um contacto mais regular e próximo.
Talvez por isso, e porque cerca de metade dos portugueses (45%) não encontra diferenças, ao nível da solidez, entre instituições nacionais e estrangeiras, a disposição para transferir o dinheiro para bancos estrangeiros é baixa, refere o estudo da GfK.
Fonte: GfK


