Briefing | Como é que o SIC Caras vai ser “inovador, disruptivo e empolgante”?
Daniel Oliveira | Vai sê-lo pela oferta de programação, mas também pela forma de tratar os conteúdos que decorrem das escolhas de produção nacional que fizemos e que terão uma linguagem que evolui daquela que foi conseguida nos magazines da sic ao longo dos anos. Numa sociedade virada cada vez mais para as questões da imagem e em que os assuntos relacionados com as denominadas celebridades ocupam já hoje espaço nos jornais de referência, nas newsmagazines ou nos telejornais, percebemos que não há um tratamento coadunado em termos quantitativos com a transversalidade destas matérias. E é esse um dos pontos da nossa oferta.
Briefing | O que é o canal vai trazer de novo ao cabo português?
DO | Vai trazer um olhar especializado sobre estas matérias que já referi, mas também com muita oferta de conteúdos sobre a realeza, com documentários, séries, docudramas e outros géneros televisivos sobre protagonistas das várias casas reais, com o devido enquadramento histórico. Vai ser um canal aberto à indústria do espetáculo no seu todo, que viverá de acordo com a era que atravessamos no que diz respeito à busca de informação em diversas plataformas, em que os protagonistas são em simultâneo a notícia e a fonte da mesma.
Briefing | Considera que estar em exclusivo na ZON é uma mais –valia para o canal?
DO | Considero que é um facto por si só de realçar que a SIC e a ZON OPTIMUS façam, na conjuntura atual, uma aposta clara num canal com uma oferta distintiva que vai dar mais voz aos artistas portugueses e ao mundo do espetáculo em Portugal. Quando duas empresas com o histórico de parceria de sucesso, como têm a SIC e a ZON, convergem no mesmo objectivo, é claro que isso se torna uma mais valia para todos.
Briefing | Como é que vão funcionar as sinergias com a Caras?
DO | As sinergias, quer com a revista Caras, quer com os magazines da SIC vai ser permanente e em constante articulação no que respeita à complementaridade de oferta e à utilização de recursos técnicos e humanos na produção de conteúdos. As matérias da revista terão amplo destaque no canal, assim como geraremos conteúdos a partir das oportunidades de reportagem e produções que quer a revista quer os magazines da SIC obtenham.
Briefing | Quais são as metas em termos de audiências?
DO | As metas iniciais passam por estruturar a nossa oferta em termos de programação, marcar a nossa posição num mercado altamente competitivo e isso passa por seduzir os espectadores, tarefa que levará o seu tempo a ser cumprida. As minhas expectativas são muito racionais, otimistas mas moderadas, como é aconselhável nos tempos que correm. Não me comprometo de forma pública com números.
Briefing | O que representa para si, profissionalmente, este novo desafio.
DO | Um desafio muito estimulante, sobretudo para uma pessoa, como eu, que gosto dos trabalhos difíceis e que tenho feito quase toda a minha vida profissional na televisão. As múltiplas possibilidades que este projeto representa quer ao nível criativo, quer ao nível operacional tornam tudo isto muito aliciante. As televisões generalistas têm hoje menos espaço para a inovação e na SIC CARAS pretendemos testar novas soluções, estando abertos a ideias arrojadas que estejam de acordo com a lógica do canal.
hs@briefing.pt
Fotos: Pedro Melo / Impresa

O SIC Caras estreia-se amanhã em exclusivo na ZON e Daniel Oliveira, o diretor do canal, pretende testar novas soluções, estando aberto a “ideias arrojadas que estejam de acordo com a lógica do canal”. Sobre as metas ao nível das audiências afirma: “As minhas expectativas são muito racionais, otimistas mas moderadas, como é aconselhável nos tempos que correm. Não me comprometo de forma pública com números”.