A primeira delas, e já por demais evidenciada, é que a reeleição do Presidente Obama para um segundo mandato é conseguida num momento em que o país apresenta elevados níveis de desemprego, tem uma economia fragilizada e a estabilidade dos seus mercados financeiros nas mãos da China e do Japão (os maiores investidores na dívida externa do país).
Todavia, mesmo numa situação como esta, percebida como complexa pelos próprios cidadãos – basta ver que da folgada margem de votos populares de 10% conseguida pelos democratas em 2008, se passou esta noite para apenas uma diferença de cerca de 0,6% – Obama vence com uma folgada margem de delegados no Colégio eleitoral (284 para 206 de Romney).
Esta discrepância, para além de advir do complexo sistema de representatividade decorrente da lei eleitoral dos EUA, tem muito a ver com o facto de, nos dias de hoje, as campanhas decorrerem de forma muito diferente daquilo que se fazia há poucos anos atrás.
Logo, no montante gasto em ambas as eleições (presidenciais e senado) em 2012 que, segundo o independente Center for Responsive Politics, terá envolvido desde Janeiro de 2011 até ao dia de ontem um montante de 6 mil milhões de dólares.
Mas, principalmente, numa correcta utilização das diversas comunicações – publicitárias, pr, twitter, telefónicas, internet – que as novas tecnologias e estudos de research permitem adequar de forma cada vez mais precisa e dedicada aos diferentes públicos alvos, e com as mensagens específicas e adequadas aos diversos públicos-alvo e aos Estados-chave.
É o valor da nova comunicação, numa sociedade em transformação!
Luís Mergulhão
Omnicom Media Group
CEO


