Sondagens, diferenciação e nichos no 16º CSI Lisboa


Vivemos num mundo onde cada vez mais a competitividade, a sustentabilidade e a inovação ganham maior relevância na sociedade. A afirmação é de António Gomes, presidente da direcção da Associação Portuguesa de Empresas de Estudos de Marcado e Opinião (APODEMO) e serviu de arranque a mais um CSI Lisboa.

 

Os estudos de mercado foram o tema inicial do 16ª congresso, que contou com a participação de diversos especialistas. Focando precisamente a influência e poder que as sondagens têm na actualidade, o orador convidado Ricardo Costa, director do jornal Expresso, falou da sua experiência: “já cheirei a glória por causa das sondagens e já estive no inferno por causa das sondagens”. “Politraumatizado” por elas, como referiu, Ricardo Costa afirma que se aprende a lidar com este fenómeno através do trabalho. Dando o exemplo do comentador de futebol Rui Santos na SIC [as audiências da estação revelam valores mais altos quando o comentador está no ar] o director do Expresso explicou que o que se faz destacar nas sondagens é aquilo que se faz de diferente, deixando, assim, o mote para a apresentação de Luis Rasquilha.

Para o sénior vice-presidente da Ayr Consulting, é necessário que as empresas arrisquem para se diferenciarem e ir mais além. “Ter uma boa ou má ideia custa rigorosamente o mesmo”, reforçou. Apresentando uma panóplia de conceitos originais com êxito no mercado, Luis Rasquilha defendeu como a diferença pode levar ao sucesso, deixando a resposta para a pergunta como acabar com a crise: “é fácil: é só tirar o ‘s’ – CRIE”.

Outro ponto que pareceu ser unânime no encontro é que hoje em dia há cada vez mais nichos de mercado a quem as marcas/empresas devem satisfazer e saber captar a atenção. Paulo Barreto, country manager da Google Portugal, referiu que as sociedades evoluem, tal como a tecnologia, e, por isso, o que necessitávamos ontem já não precisamos hoje, ou pelo menos de forma tão relevante como outrora. Exemplo disso é o fax ou o telefone, substituídos hoje pelo telemóvel e pelo e-mail.

Um processo de transição de mentalidades e tendências também evidente na publicidade: hoje em dia, por oposição aos targets sócio-demográficos, a publicidade é mais dirigida a targets comportamentais e a Google percebeu isso mesmo. Exemplo disso é o esquema de distribuição de publicidade que a empresa oferece, expondo os anúncios dependendo do conteúdo das pesquisas dos utilizadores no motor de busca.

CCB

Fonte. Briefing

Sexta-feira, 27 Maio 2011 12:41


PUB