Startups unicórnio? Agora os investidores também procuram “baratas”

Se 2015 foi o ano das startups unicórnio, isto é, micro e pequenas empresas avaliadas em mil milhões de dólares ou mais, em 2016 os investidores começam a procurar outro tipo: as startups barata (Cockroach). O conceito foi introduzido por Tim McSweeney, diretor da Restoration Partners ao Business Insider, e refere-se aos negócios focados em gerar e manter lucros.

As startups unicórnio, explica Tim McSweeney, caracterizam-se pelo crescimento rápido, proporcionado pelo investimento de ventures, não dão lucro e a ideia é que o negócio cresça primeiro e ganhe share de mercado, antes de se concentrar em gerar receita. As startups barata, por outro lado, são negócios que se constroem de forma lenta e firme desde o início, estão atentos às receitas e lucros, e têm atenção aos gastos para que possam salvaguardar-se em caso de crise.

“Pelo lado do investimento, trata-se da minimização do risco. Trata-se de encontrar uma empresa que consiga sobreviver a uma guerra nuclear, que volte para lutar mais um dia e faça algo diferente – tem de ter a equipa e base de consumidores certas”, refere Tim McSweeney.

O profissional acrescenta que as startups unicórnio poderão chegar ao fim em breve, pois as próprias capital ventures estão a ficar sem capacidade monetária para investir nesse tipo de negócio.

fibra@briefing.pt 

Terça-feira, 05 Abril 2016 09:39


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