Porquê tradição? Porque, como explicou hoje aos jornalistas o administrador da agência, Fernando Cunha, a Executive Media foi fundada por um grupo de profissionais com uma sólida experiência – a maioria, há dez anos, provinha de agências criativas, sendo que este núcleo original ainda se mantém.
Porquê inovação? Porque, segundo a diretora-geral, Paula Martins, a agência está focada nos grandes desafios do mercado, procurando encontrar as soluções mais eficazes para ligar os seus clientes – as marcas – aos consumidores. E foi com esse objetivo que celebrou parcerias com a Market Show, em ativação de marca, e com a Creative Partner, no digital. Também por isso desde janeiro que a compra de espaço publicitário da Executive Media se concretiza através do GroupM, o que permite à agência acesso às melhores condições de mercado, bem como ao know-how de uma empresa global.
Esta estratégia permite à Executive Media ser uma agência 360º, que fornece um serviço integrado de comunicação. Essencial numa altura – como frisou Paula Martins – em que os meios são cada vez mais e cada vez menos convencionais e em que a forma e o conteúdo estão definitivamente associados.
Não obstante os bons resultados alcançados em 2011, os responsáveis pela agência reconhecem que 2012 deverá ser um ano difícil, em linha, afinal, com o mercado. Espera-se uma quebra na ordem dos 20 a 25 por cento, o que, nas palavras de Fernando Cunha, é “compreensível”, dado que se assiste a um desinvestimento na comunicação pelo facto de os anunciantes não verem retorno efetivo das campanhas. Paula Martins reforça que a tendência para a quebra do negócio se nota desde 2008, quando o mercado perdeu cerca de 40 por cento.
E se tradicionalmente o desinvestimento se notava na imprensa, está agora a espelhar-se também na televisão. Daí que na Executive Media se acredite que dificilmente a comunicação tradicional recuperará o seu valor, impondo às marcas e à indústria (agências de criatividade e de meios) que encontrem formas de se reinventarem. O digital é um dos caminhos – na Executive Media representa cerca de 10 por cento do negócio.
Para a agência, os desafios estão identificados e passam por encontrar a forma mais eficaz de comunicar com o consumidor, por inovar na gestão da relação entre as marcas e os seus clientes e por manter a empresa sustentável.
Numa década de atividade e com uma equipa de 19 pessoas, a Executive Media trabalha com empresas como os Jogos Santa Casa, a Omega Pharma, The Phone House, Feira Internacional de Lisboa, Bacalhau Ribeiralves, Deutsche Bank, Instituto Piaget, Grupo Optivisão e Lanidor, entre outros. O ano começou com a conquista de uma nova conta, a do Grupo Tecnimed.
Fátima de Sousa
Fonte: Briefing


