Briefing | Porquê um novo festival? A região da Grande Lisboa não está já saturada?
André Sardet | O conceito que o Cascais Groove estreia torna-o uma festa da música muito distinta pois alia, no mesmo espaço, boa música e a oportunidade de viver, em família, uma experiência diferente de lazer e de fruição artística.
Briefing | O Groove apresenta-se como mais do que um festival. O que tem de verdadeiramente diferenciador?
AS | Durante o dia, no Groove by Day, o público que nos visitar usufrui de ateliês artísticos, espetáculos de música e teatro infantil, e de uma oferta variada de comida saudável e saborosa. À noite, o Groove by Night apresenta concertos únicos de músicos internacionais, num ambiente cuidadosamente decorado e intimista.
O Cascais Groove tem também como postura diferenciadora a preocupação com a sustentabilidade ambiental, que se materializa numa decoração cuidada do belíssimo Parque de Palmela, na promoção da reutilização e reciclagem dos materiais utilizados e na disponibilização de alimentação saudável.
Pelo que permite viver, para o público de todas as idades, o Cascais Groove é, mais do que um festival, uma experiência e, diria mesmo, uma atitude.
Briefing | Porquê Cascais e a associação ao projeto Bairro dos Museus?
AS | Cascais é o primeiro, e até agora único, município português a ter um bairro totalmente dedicado às artes, designado por Bairro dos Museus.
Com esta iniciativa, que facilita o acesso a inúmeras atividades artísticas e culturais, a Câmara Municipal de Cascais deu um sinal claro de que procura servir um consumidor de cultura mais exigente e ávido de alargar o âmbito das suas experiências, o que a torna um parceiro natural para o Cascais Groove.
Briefing | Que públicos se propõe atingir, atendendo a que existe um programa diurno e outro noturno?
AS | Queremos que os visitantes do Cascais Groove se sintam bem recebidos, num espaço agradável que lhes permita usufruir, com qualidade, das experiências de que dispomos.
O Groove by Day oferece, simultaneamente, momentos culturais estimulantes para o público infantil, como teatro, música e ateliês artísticos, e momentos de lazer agradáveis para os adultos, com comida saudável, variada e saborosa e atividades a serem gozadas com a família e amigos. O Groove By Night, com concertos pensados pelos músicos para serem momentos únicos, está naturalmente dirigido a todos os que gostam de boa música.
Briefing | Qual a afluência esperada?
AS | Temos a expetativa de que o público responda de forma muito positiva, e com curiosidade, à estreia do Cascais Groove. É uma festa para quem gosta de boa música e de aproveitar os seus momentos de repouso num ambiente com uma oferta cultural, gastronómica e de lazer de qualidade.
Briefing | Como tem sido feita a promoção?
AS | O Cascais Groove conta com a SIC Notícias, o Expresso e a Renascença como media partners e com o apoio à divulgação por parte de entidades como o Turismo de Portugal e a Câmara de Cascais.
Briefing | Os festivais têm-se afirmado também como palcos para as marcas. Será assim com o Groove? Em que medida?
AS | Com o modelo que estreia, o Groove quer marcar um conceito. Pelo que apenas as marcas que se identifiquem connosco têm um espaço no futuro do Groove.
Briefing | Qual o investimento subjacente? E como espera obter retorno? A bilheteira é suficiente?
AS | Preferia não avançar valores antes de ser possível fazer uma avaliação global desta primeira edição.
O preço dos bilhetes é de 7 euros durante o dia, sendo gratuito para crianças até aos 10 anos. No Groove by Night, os bilhetes estão disponíveis a partir de 30 euros e o bilhete do Groove by Night é válido para o respetivo dia do Groove by Day. Preferia também aqui remeter uma resposta para o momento em que for possível fazer uma avaliação global da primeira edição do Cascais Groove.


Um festival que é mais do que um festival, é um conceito. É assim que o músico André Sardet apresenta o Cascais Groove, de que é promotor e que se estreia de 24 a 26 de julho no Parque Palmela, na cidade que lhe dá o nome. Jamie Cullum é presença já confirmada, a par de Sérgio Godinho e Maria Rita, entre outros. E as marcas? O crivo é apertado: só as que se identifiquem com o projeto.