Começa por referir que a sua geração não é sequer filha de abril, é, sim, neta de abril. Isso, na sua ótica, faz diferença na forma como se encara este acontecimento.
“A história tem evoluído tem evoluído cada vez mais depressa e isso faz com que estes quase 50 anos que nos distanciam, pareçam mais distantes do que pareceriam há 500 anos. De facto, os tempos são outros. O sentimento e a forma como cada jovem vive o 25 de abril depende do meio que o rodeia”, afirma.
Apesar disso, acredita que esta conquista da liberdade não poder ser vista como algo do passado, tem de ser olhada e vivida no presente.
Ao longo do seu discurso faz menção a um verso de Fernando Pessoa: “Falta cumprir-se Portugal”. Associa esta ideia à necessidade urgente de lutar, sempre, para que, no caso, Portugal seja melhor, porque, na verdade, a missão nunca está concluída e é um trabalho do presente garantir que a democracia continua a estar viva.
Sendo assim, será que os jovens de hoje em dia tomam a liberdade e a democracia como uma garantia?

