Este estudo, que abrangeu cinco países com diferentes níveis de adoção de smartphones e atitudes face à tecnologia, incidiu sobre a forma como os smartphones são utilizados pelos consumidores, com enfoque na sua utilização em super e hipermercados.
Além de uma ferramenta de socialização, comunicação e entretenimento, os smartphones têm sido cada vez mais utilizados para resolver dúvidas que surjem ao consumidor, principalmente durante o processo de compra.
Cerca de metade dos consumidores dos EUA utiliza o smartphone para consultar recomendações ou críticas online, sendo que mais de um terço recorre ao telemóvel para comparar preços.
Em todos os mercados tidos em análise, o smartphone foi ainda considerado o aparelho do qual os consumidores prescindiriam em último lugar, por oposição ao tablet, que seria o primeiro a ser posto de parte.
Porém, uma análise da forma como o smartphone é usado durante o processo de compra mostra que é utilizado sobretudo para tornar as compras mais eficientes, numa atitude racional. Ou seja, equipados com smartphones, os consumidores procuram comprar de forma mais rápida, fácil, barata e inteligente (procura do preço mais baixo, informação sobre localização de lojas, recomendações e críticas de outros consumidores).
Conclusões retiradas dizem ainda que no processo de compra no retalho, o nível de influência do telemóvel está muito centrado na fase de planeamento, como em listas de compras, comparação de preços e localização de estabelecimento.
Um “heart shopping” – criar experiências personalizadas ao desejo do que o cliente procura, é esta a aposta que o retalho deve seguir, segundo considera a OMD.
Resumindo e de acordo com a OMD, os smartphones têm um efeito profundo no processo de compra: este torna-se mais rápido, com mais fontes de influência, mais proactivo, mais dinâmico, mais interligado, passando a existir múltiplos pontos de entrada e múltiplos caminhos, ou seja, cada vez menos linear.
Ao permitir que, por exemplo, os consumidores comparem preços, características de produto ou ganhem cupões enquanto estão na loja, os smartphones têm o poder de alterar o conjunto de marcas que está a ser considerado e, em última análise, afectar a decisão e local de compra.
Fonte: LPM


