Esta quinta-feira, 25 de julho, fez três anos que Bruno Candé foi assassinado com cinco tiros por um racista, como ficou provado na sentença. A SOS Racismo afirma que foi morto duas vezes, porque nas horas e nos dias seguintes mataram também a sua dignidade: “As reportagens no local, as palavras que descreveram o acontecimento, a manifestação de um partido racista e fascista feita nos dias seguintes com o mote ‘Portugal não é racista’. Há sempre uma culpa para a pessoa negra ou racializada. Há sempre uma desculpa para o branco. Uma explicação, uma lógica, uma mentira. Portugal é um país estruturalmente racista. Não admite sê-lo, e assim, não havendo o que parar, não há como travar o racismo”.
Com o filme, que tem realização de Patrícia Couveiro, som da Mute e música de Tiago Sousa, a associação passa a mensagem de que é preciso parar o discurso de ódio. “Educar, mas também denunciar, condenar e interpelá-lo na rua, se for preciso”, lembra.


