Encontro de chefs madeirenses n’A Cozinha do Paço da Fitapreta

Afonso Dantas e José Diogo Costa têm alguns traços em comum: nasceram no Funchal, passaram por algumas cozinhas no estrangeiro e dedicam-se ambos à alta cozinha. O primeiro, num imponente edifício histórico, o Paço do Morgado de Oliveira, em Évora, onde está ao leme d’A Cozinha do Paço; o segundo, num lugar não menos impressionante e carregado de magia, o Reid’s Palace, no Funchal, aos comandos do William Restaurant. No próximo dia 30 de novembro vão juntar-se na casa da Fitapreta para um almoço com um menu de degustação desenhado em especial para a ocasião, com uma harmonização vínica feita a partir das referências do universo Maçanita.

A experiência encerra um ciclo de almoços mensais, sempre a 4 mãos, n’A Cozinha do Paço, onde já cozinharam Henrique Sá Pessoa, Octávio Freitas, Pedro Pena Bastos, Vítor Adão e Manuel Maldonado. Sob o mote “Da Horta à Mesa, do Rio ao Mar”, o chef Afonso Dantas e o produtor e enólogo António Maçanita convidaram alguns dos nomes mais relevantes da cozinha atual para dividirem pratos, tachos, fogões e copos de vinho por uma refeição. Para Afonso Dantas, “foi uma oportunidade única de partilhar conhecimentos de cozinha, misturar estilos e de nos divertirmos.”  A Cozinha do Paço abriu no final de fevereiro deste ano e Afonso Dantas considera também que estes almoços são uma boa forma de “mostrar o que aqui fazemos numa fase ainda embrionária”.

Sobre o almoço com o chef do William Restaurant, revela que haverá uma inversão pouco óbvia de matérias-primas: “Vamos trabalhar mais o mar, que não é tão evidente aqui no Alentejo.” Estes momentos servem também como palco de experimentação e como montra de novos caminhos.

Já José Diogo Costa, eleito em 2025 como o Jovem Chef do Ano pelo Guia Michelin, confessa estar muito feliz por fazer parte desta série de almoços. “Tenho acompanhado o trabalho do Afonso Dantas desde os tempos aqui na Madeira e é sempre especial cozinhar com madeirenses, com pessoas que partilham a mesma cultura e a mesma linguagem gastronómica. Sinto também que é uma forma de regressar um pouco a casa. Trabalhei anteriormente com o António Maçanita nos Açores, na Ilha do Pico, e voltar agora a cozinhar na Fitapreta, onde sou sempre tão bem recebido, tem um significado muito especial.”

Os pratos ainda estão no segredo dos deuses, mas José Diogo Costa adianta que vai “trabalhar produtos emblemáticos da ilha, como o cuscuz, a truta e o pé de cabra, reinterpretando tradições madeirenses com uma visão contemporânea.”

Este encontro de chefs madeirenses encerra o ciclo de almoços a 4 mãos d’A Cozinha do Paço em 2025, mas já é certo que em 2026 haverá nova série de eventos com cozinheiros convidados.

Terça-feira, 18 Novembro 2025 13:33


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