Abre as portas ao público no dia 15 de abril, quarta-feira, o novo projeto de restauração da Associação CRESCER, no Parque Central da Amadora. O “É UM RESTAURANTE – Parque” é um projeto de impacto social promovido pela Associação CRESCER que utiliza a restauração como instrumento de inclusão e capacitação profissional. Desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal da Amadora, o espaço segue o modelo dos restantes negócios sociais da CRESCER e tem como objetivo criar oportunidades concretas de formação e emprego para pessoas que se encontram ou estiveram em situação de sem-abrigo, contribuindo para a sua reintegração social e profissional.
“O projeto ‘É um Restaurante – Parque’ representa uma resposta inovadora de integração social, aliando qualificação, emprego e dignidade a pessoas em situação de vulnerabilidade. Para a Amadora, esta parceria demonstra como o trabalho conjunto entre o Município e as entidades da economia social pode gerar oportunidades reais de inclusão e impacto positivo na comunidade”, afirma Vítor Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Amadora.
No plano gastronómico, o “É UM RESTAURANTE – Parque” apresenta uma proposta contemporânea que cruza a riqueza da cozinha portuguesa com influências internacionais, privilegiando produtos locais e sazonais. A carta procura reinventar clássicos com criatividade, criando uma experiência culinária onde tradição e modernidade se encontram. A carta do restaurante inclui ainda uma seleção de pizzas em forno de lenha, uma forma de oferecer uma proposta mais ampla, e refeições rápidas para o dia a dia. À frente da cozinha está o chef Nuno Dias, que trabalhou ao longo da sua carreira com alguns dos nomes mais reconhecidos da gastronomia internacional, entre os quais Vítor Sobral — com quem colaborou durante 15 anos —, Alex Atala, Santi Santamaria, José Avillez, Henrique Sá Pessoa, Arzak, David Muñoz e Ferran Adrià. Nos últimos anos viveu na Austrália, onde foi responsável pela abertura de sete restaurantes.
“Assente na identidade diversa da Amadora, a carta – centrada em petiscos de partilha, pratos de conforto e pizas de forno de lenha – traduz para a gastronomia os princípios fundamentais da CRESCER: aproximação, dignidade, autonomia e enraizamento comunitário. O projeto integra formação profissional remunerada e percursos de empregabilidade para pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo acompanhamento técnico e um ambiente de aprendizagem estruturado. Simultaneamente, valoriza produtos locais, práticas sustentáveis e parcerias territoriais.” – afirma o chef Nuno Dias.
“O novo restaurante da Amadora é um espaço onde talento e oportunidade se encontram, permitindo que pessoas em situação de vulnerabilidade acedam a formação, emprego e a um futuro possível. Trata-se de um modelo inovador de impacto social que transforma vidas enquanto serve boa comida. Este restaurante é também uma ferramenta de desenvolvimento local, alinhada com estratégias municipais de coesão social, sustentabilidade e revitalização urbana, mostrando que, quando se investe nas pessoas, todos ganham — cada pessoa integrada, o projeto e a própria comunidade — e que a inclusão é também governança eficaz.” – afirma Américo Nave, diretor executivo da Associação CRESCER.
Tal como a dinâmica e metodologia de formação do É UM RESTAURANTE, que abriu em 2019 na Rua de São José, em Lisboa, os envolvidos têm acesso a várias fases de formação com o apoio de diversos parceiros, como o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a entidade promotora da formação, e a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa (EHTL), que contribui a nível formativo na área da restauração, e em contexto real de trabalho “on the job”, com vista à sua posterior integração no mercado de trabalho, através de estágios profissionais ou contratos de trabalho, prestando assim verdadeiras oportunidades de mudança de vida.
Um dos elementos mais distintivos do espaço é a instalação artística concebida pela artista portuguesa Fernanda Fragateiro, cujo trabalho se desenvolve na interseção entre arte, arquitetura e espaço. Intitulada “É uma escultura” (2026), a obra cria uma atmosfera particular no interior do restaurante através de uma estrutura modular suspensa no teto, composta por centenas de painéis de ráfia organizados em quadrícula, evocando a ideia de um céu suspenso sobre o espaço. A escolha de uma matéria vegetal aproxima simbolicamente o interior do jardim exterior e estabelece um diálogo com a arquitetura em betão, criando uma atmosfera leve e luminosa.
A construção da instalação integrou também uma dimensão coletiva, tendo contado com a participação de beneficiários da CRESCER apoiados pelo Espaço Ímpar, um projeto comunitário que disponibiliza durante o dia um conjunto de serviços essenciais a pessoas em situação de sem-abrigo — desde apoio alimentar, higiene ou acesso a internet, até acompanhamento social e de saúde — promovendo a participação ativa dos seus utilizadores e o reforço da sua cidadania.
Com capacidade para cerca de 50 lugares sentados, na sala, o restaurante tem possibilidade de expansão até 110 durante os meses de verão, através da abertura de uma esplanada com capacidade para 60 pessoas.
Assim, gastronomia, arte e impacto social cruzam-se neste espaço, reforçando a vocação do “É UM RESTAURANTE – Parque” como um projeto que envolve a comunidade e demonstra como diferentes áreas podem contribuir para criar novas oportunidades e promover uma sociedade mais inclusiva.
Com financiamento da Câmara Municipal da Amadora, Portugal Inovação Social e Instituto da Segurança Social, o projecto “É UM RESTAURANTE – Parque” na Amadora conta com diversos parceiros: The Hotel, Caixa Geral de Depósitos, Chefs Agency, Makro, Deloitte, SIEMENS, SIBS, gonçalves perić, LensO, SIA arquitectura, Fernanda Fragateiro, Fundação Montepio, LXgest, Conetic, fotógrafo João Lança de Morais, Zurique, Cerâmicas na Linha, El Corte Inglés, Auchan e IEFP.
