Egipto aposta no marketing

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No Egipto, depois da Revolução de Lótus que ditou a queda do regime de Hosni Mubarak, os marketers estão empenhados em comunicar o país pós-revolução e em fazer da viragem do regime uma presença constante nas mensagens publicitárias.

O Egipto é agora “o país da revolução pacífica” ou o lugar “onde tudo começa”; estas são frases tiradas da última campanha global do turismo egípcio, que também anuncia a Praça Tahrir como “a praça que agitou o mundo”. Em suma, o Egipto decidiu fazer da revolução a sua nova marca.

Para assegurar o turismo, uma das maiores fontes de receita, o país lançou mesmo uma campanha, da autoria da JWT, a qual convida os turistas a conhecerem “a praça que agitou o mundo”.

Mas a publicidade não reflecte apenas uma nova imagem do Egipto para o exterior mas também a forma como o país se vê a si mesmo. A juventude e redes sociais passaram a ter um papel fundamental para quem quer anunciar. Um exemplo disso é a Coca-Cola que, em breve, vai publicar na internet um filme descrito como um “tributo” à opção “gosto disto”, no Facebook. Uma referência ao papel das redes sociais durante a revolução, que resulta de uma parceria com a agência Ali Ali, do Cairo.

Fonte Diário Económico

Sexta-feira, 08 Abril 2011 10:43


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