“Se é a última proposta da Telefonica que vai ser levada à
assembleia-geral [6,5 mil milhões de euros], a Ongoing votará
claramente contra”, declarou, por escrito,
Nuno Vasconcellos, à Agência Lusa.
O presidente da Ongoing considera “que o preço oferecido não reflecte o
valor estratégico da Vivo e os ganhos de sinergias que a Telefonica
terá com a fusão entre o móvel e o fixo no Brasil”.
“Desde que entrei na PT que digo e mantenho que a presença no Brasil é
estratégica para o futuro da PT, porque a empresa só tem dimensão – e
sentido – se se afirmar como um veículo da lusofonia”, salientou.
Nuno Vasconcellos acrescentou que a gestão executiva da PT deve dar uma
mensagem clara aos accionistas: “A gestão executiva tem de ter uma
mensagem clara e dizer se não existe mais valor nesta participação do
que o oferecido pela Telefonica. Tem de dizer aos accionistas se é para
vender ou não”.
A Ongoing vai esperar pelo resultado das discussões entre o presidente
da comissão executiva da PT e o administrador financeiro com a
Telefónica sobre a Vivo para “saber qual é o conselho que a equipa de
gestão da PT vai dar”.
No princípio do mês, a Telefónica aumentou a proposta de compra da
participação que a PT detém na Vivo de 5,7 mil milhões para 6,5 mil
milhões de euros, oferta que será levada aos accionistas do grupo
português, no dia 30 de Junho.
Na assembleia-geral, os accionistas vão decidir se vendem ou não os 50
por cento que a empresa detém na Brasilcel, que controla 60 por cento
da Vivo, aos parceiros espanhóis da Telefónica.
Fonte: Lusa

