Esta posição está expressa num parecer entregue à Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a operação de concentração.
Diz a ANACOM que, dada a dimensão dos intervenientes na operação, “há indícios” de que a empresa resultante da concentração terá capacidade e incentivos para encerrar, total ou parcialmente, o acesso dos operadores concorrentes aos seus conteúdos e canais de televisão e de rádio bem como ao seu espaço publicitário; encerrar, total ou parcialmente, o acesso de outros canais (por exemplo, a SIC e a RTP) às suas plataformas, nomeadamente de televisão por subscrição, portais de Internet (Sapo e IOL) e serviços OTT, entre outros.
“Caso se concretizem, estes incentivos podem colocar entraves significativos à concorrência efetiva nos mercados de comunicações eletrónicas”, conclui, salientando que “não foram especificamente identificados benefícios da operação de concentração”.

