Segundo a estação, o novo conceito explora campos de expressão de imagem vídeo, luz, som e música. “Estes pequenos fragmentos audiovisuais de televisão sublinham a importância da RTP em introduzir um discurso artístico na programação do seu canal mais generalista, bem como o estímulo à experimentação no campo das artes em televisão”, afirma.
O trabalho é constituído por objetos artísticos “inéditos de cariz audiovisual”, e tem como base inspiracional a exploração das potencialidades dos recursos analógicos. “Fazer como se fazia antes de haver computadores”. (…) ” A “magia” foi produzida antes da captação pelas câmaras, e não com recurso a técnicas digitais”.
No decurso deste trabalho, conta a estação que João Paulo Feliciano mergulhou “no universo e património da RTP.” Visitou as reservas de equipamento, pesquisou antigas coleções de slides 35mm (arquivos RTP), visionando separadores, (…) e “material” de comunicação em Antena, utilizados pela RTP na sua existência pré-digital”. A mesma abordagem dita “analógica” foi levada inclusive à construção dos elementos gráficos da marca RTP1. (…) “Foram produzidos fotolitos com os diferentes elementos do logótipo da RTP, que depois foram fisicamente manipulados e filmados.”
Os separadores foram filmados no estúdio do artista, em colaboração com a equipa e os meios da RTP, e tiveram ainda direção de fotografia de Vasco Viana, e música e composição de Bruno Pernadas.

