A Blueticket quer ser a Amazon do ticketing

A Blueticket quer ser a Amazon do ticketingAfirmar-se como uma marca especialista em espetáculos e eventos é o objetivo da Blueticket, a empresa de bilhética da Arena Atlântico. O passo mais recente para concretizar esta estratégia é a renovação do site, que, mais do que vender bilhetes, pretende proporcionar experiências. A ambição é, nas palavras do administrador executivo, Jorge Vinha da Silva, ser a Amazon do ticketing.

Briefing| Porque decidiram renovar o site da Blueticket?

Jorge Vinha da Silva | O site anterior vem de 2007 e face a toda uma nova realidade e modo de interagir com os clientes esta era uma etapa lógica. O facto de se ter mantido funcional durante estes anos todos revela o cuidado com que foi pensado na sua génese. Ainda assim, estava na altura de relançar o site de forma a incorporar não só as necessidades tanto do cliente final como dos nossos parceiros, como também toda a evolução tecnológica a que assistimos no mundo digital na última década.

Briefing |E quais as principais diferenças que destacam no âmbito da navegação no site?

JVS | O site foi desenhado de forma a garantir que a compra é efetuada com o menor número de clicks, mas também, e dado que o que vendemos são emoções e conteúdos de enorme riqueza, de forma a permitir uma navegação/experiência mais rica para os mais curiosos. O acesso a conteúdos do artista e a integração quase umbilical com as redes sociais são disso exemplo. O cliente, neste novo site, escolhe que experiência quer ter: rápida e intuitiva ou rica e relacional. Tudo em modo responsive para, como não podia deixar de ser, fazer face aos hábitos de consumo de internet multi-device.

Briefing | O que motivou a escolha da Innovagency para desenvolver o site?

JVS | A Innovagency era já quem nos apoiava com o site anterior, com quem mantemos uma relação de parceria prolongada e foi a proposta que nos pareceu melhor responder aos requisitos de criatividade, usabilidade e fiabilidade. Contamos ainda com a colaboração da nossa agência de inovação, a Fabernovel.

Briefing | Porque apostaram num conjunto de ferramentas para promotores e anunciantes? É algo completamente novo ou já existiam soluções semelhantes anteriormente?

JVS | Não poderíamos criar um novo site sem ter em conta os interesses comerciais dos nossos parceiros e clientes. Quanto mais flexível e agressivo comercialmente for o site, maior será a taxa de conversão em vendas e mais valor entregamos aos nossos clientes B2B. Tendo este site nascido com o intuito de aumentar visitas, torna-se natural que se capitalize esse tráfego incremental junto de outras marcas nossas parceiras.

O site é totalmente inovador, por exemplo, nas variáveis de preço que permite. No limite, o promotor pode definir e comercializar um preço por cadeira! E esse preço pode variar todos os dias da contagem decrescente até ao evento. Este tipo de soluções constituem ferramentas importantes de ativação de um negócio que não se quer estático e precisa frequentemente de push comerciais para aumentar vendas.

Briefing |E relativamente à segmentação de dados e indicadores de vendas, essa análise será feita internamente ou têm parcerias com empresas especializadas?

JVS | O site foi desenvolvido de forma a captar e guardar toda a informação relevante do ponto de vista de CRM. Internamente, com a nossa equipa de IT, conseguimos já fazer um conjunto significativo de análises, sendo possível que para alguns programas em particular venhamos a recorrer a parceiros de forma a potenciar a nossa base de dados de clientes com mais de 350 mil registos, sempre com o foco na relação e passar valor para os clientes.

Briefing | Uma das novidades para os consumidores é a personalização de bilhetes. Ponderam alargar esta ferramenta a anunciantes, enquanto suporte de promoção das marcas por exemplo?

JVS | Claro! Sobretudo nos bilhetes eletrónicos a personalização pode ser total. Já o fazemos com alguns clientes como é o caso do Estoril Open.

Briefing | Que objetivos de negócio pretendem atingir com a nova plataforma da Blueticket?

JVS | O mercado do ticketing regeu-se, até agora, por relações puramente funcionais com o cliente final. Nunca houve, até hoje, qualquer preocupação em criar elementos diferenciadores junto do cliente, nem tão pouco em criar uma relação do cliente com a marca. Este site, para além de operacional e comercialmente aumentar o potencial de vendas, tem também como objetivo criar essa diferenciação, para que o consumidor, naturalmente o visite para comprar os seus bilhetes. Queremos ser a Amazon do ticketing!

Briefing |E qual a estratégia de marketing adotada pela Blueticket para se demarcar no mercado nacional de bilhética?

JVS | Ainda estão no pipeline muitos passos importantes da marca Blueticket. O lançamento do novo site é apenas o primeiro, a estratégia assenta na criação da relação com o consumidor. Queremos estar no mindset do consumidor e afirmar a nossa personalidade de marca. Para isso temos que entregar um conjunto de benefícios ao cliente que o façam escolher-nos, repetir-nos, preferir-nos e recomendar-nos. No domínio da notoriedade a marca vai aparecer mais e deixar de se esconder por detrás dos conteúdos. A nova Blueticket assume-se como marca especialista em espetáculos e eventos de todas as naturezas. Queremos que os clientes pensem em nós sempre que quiserem comprar um bilhete ou simplesmente saber o que “está a acontecer” em cada momento.

rs@briefing.pt

Quarta-feira, 16 Março 2016 13:27


PUB