Esta ferramenta alimenta-se de confiança e actua sobre a percepção de valor, convoca saberes do marketing digital, social e até do neuromarketing. Esta forma de word-of-mouth evoluído permite estabelecer uma relação genuína entre uma marca, produto ou serviço e uma dada comunidade.
Marketing de Influência apenas funciona com endorsements reais e com diálogos genuínos, entre influenciadores e comunidades. Para que tal aconteça é preciso um encontro entre os hábitos, valores e crenças de um influenciador e o que está a ser comunicado.
O desenvolvimento de uma estratégia integrada com objectivos bem definidos é decisivo para que os resultados sejam positivos. É a sua componente de compromisso real que lhe permite a capacidade de se adaptar a diferentes áreas de actividade como a moda, beleza, tecnologia, desporto, lazer, e de funcionar como um factor de ignição na criação de desejo. A componente humana que os influenciadores transmitem ao objecto de comunicação coloca-o num patamar aspiracional.
O Marketing de Influência vem revolucionar a forma como se olha para a comunicação. E é uma ferramenta de vasto potencial, capaz de intervir nos diferentes momentos de comunicação, seja um brainstorming para criação de um produto seja a concretização de objectivos já definidos, como a obtenção de notoriedade ou o aumento de vendas.
É um desafio às formas tradicionais de comunicar. Imagine: neste momento, está alguém no seu próprio quarto a ligar uma câmara de filmar, a partilhar vídeos no YouTube e a levar a sua mensagem a mais pessoas do que a revista mais lida em Portugal, neste momento há bloggers com mais audiência do que muitos canais de cabo… isto tudo já é uma realidade em Portugal, a revolução está aí.
Nos EUA e mesmo aqui ao lado em Espanha, o potencial dos influenciadores é já amplamente reconhecido e assiste-se já a alguma inversão de papéis quando são os media tradicionais a convidar estes influenciadores para marcarem presença nos seus eventos ou serem capa de algumas edições.
O consumo de informação e entretenimento desloca‐se cada vez mais dos meios audiovisuais e da imprensa para os meios digitais, com uma tendência crescente para a procura dos conteúdos mobile.
As novas gerações, os consumidores do futuro, exigem‐nos que falemos com eles de outro modo. A linguagem e os meios precisam ser repensados para que as marcas garantam presença onde as conversas estão a ter lugar.
Num momento em que tudo é mais rápido será sensato esperar para arriscar?

A procura constante de formas de comunicação inteligentes e disruptivas por parte dos profissionais de comunicação, a alteração dos hábitos de consumo de conteúdos e o aparecimento de verdadeiros fenómenos de popularidade na blogosfera, no YouTube ou nas redes sociais abriram caminho a uma nova ferramenta: o Marketing de Influência.