O nome do jornalista nascido em Angola está na história da Cooperativa de Profissionais de Rádio, hoje integrada na Controlinveste Conteúdos. Na TSF foi fundador, diretor e presidente do conselho de administração.
Está igualmente inscrito na história da televisão privada em Portugal, já que esteve no arranque da SIC, em 1992. Foi primeiro diretor de Informação, acumulou depois com a direção de Programas, na sequência da saída de Maria Elisa.
Esteve praticamente uma década na estação de Pinto Balsemão, que deixou em 2011, para a RTP. Foi diretor-geral da estação pública, mas por menos de um ano.
A RTP emitiu entretanto um comunicado lamentando a perda “de uma das maiores figuras do panorama do audiovisual português”. Emídio Rangel – lê-se – “foi um nome incontornável nos media. Uma referência da informação à direção de programas. Liderou e desenvolveu os projetos mais revolucionários das últimas duas décadas em Portugal. Soube inovar e contribuir, em muito, para a mudança na arte de fazer rádio e televisão. O seu saber e conhecimento constitui e constituirá um legado de enorme valor para o sector”.
Foi em Angola que se iniciou no jornalismo. Estava-se em 1964 quando Rangel entrou para a Rádio Cidade de Huíla, que trocou três anos depois pela Comercial de Angola.
Era licenciado em História pela Universidade Clássica de Lisboa.
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