“A aposta da Apple num modelo de baixo custo do iPhone é uma mudança de estratégica significativa – possivelmente o reflexo de um ajuste de posicionamento com evidente impacto no futuro da “vibrante” marca criada por Steve Jobs.
Com o lançamento do 5C, a equipa liderada por Tim Cook evidencia dois aspetos: Por um lado, acredita que o mercado dos smartphones topo de gama está saturado no Ocidente e, por outro, que esta é uma oportunidade para travar a perda da sua quota de Mercado. Atualmente, a Samsung ocupa a primeira posição com uns confortáveis 30,4%, enquanto a Apple está num distante segundo lugar com 13,1%. Com este equipamento a Apple tenta “democratizar” o acesso aos smartphones e a opção por cores fortes revela duas preocupações: A procura de uma maior proximidade ao mercado oriental (menos sóbrio no aspeto dos equipamentos) e o apelo a um segmento mais jovem, para não canibalizar os outros modelos.
Quanto ao modelo 5S, por detrás de uma aparentemente simples funcionalidade – o reconhecimento da impressão digital – esconde-se uma revolução, no que respeita ao futuro dos micropagamentos. A Apple teve o génio de manter a simplicidade que caracteriza os produtos da marca e adicionar uma solução que nos vai permitir fazer pagamentos seguros, baseados na biométrica e num código pin. Um detalhe que vai fazer toda a diferença.
Não será uma fantástica “revolução” como o Steve Jobs nos habituou a assistir, lançamento após lançamento, mas é uma movimentação estratégica inteligente”.
Paulo Silva
Fundador e partner da Step Value
Fonte: Briefing

“Não será uma fantástica ‘revolução’ como o Steve Jobs nos habituou a assistir, lançamento após lançamento, mas é uma movimentação estratégica inteligente”. É assim que o fundador e partner da Step Value, Paulo Silva, comenta, para o Briefing, a estratégia da Apple de lançamento de um iPhone low cost.