Marcas portuguesas com significado: só 28 por cento

Marcas portuguesas com significado: só 28 por cento

A Havas Media acaba de apresentar os resultados do primeiro estudo Meaningful Brands realizado em Portugal. E há boas e más notícias: boas notícias para os 28 por cento de marcas portuguesas que foram consideradas relevantes e más notícias para os 72 por cento que podiam desaparecer sem que a maioria dos consumidores sentissem faltam.

Compal, Continente, Danone, Delta, Google, Microsoft, Mimosa, Nestlé, Nívea e Pingo Doce são as dez marcas melhor cotadas pelos portugueses, aqui apresentadas por ordem alfabética e não de preferência.

Estas marcas foram as que reuniram as melhores opiniões ao nível das três componentes em análise: outputs (benefícios associados ao produto), personal outcomes (contributo para o bem-estar individual, ao nível físico, financeiro, organizacional, intelectual, social, emocional e natural) e collective outcomes (contributo para o bem-estar da comunidade, ambiente, sociedade, economia e mercado de trabalho).

De um modo geral, o estudo revelou algum ceticismo dos consumidores em relação às marcas, com 58 por cento dos inquiridos a considerar que as empresas estão a tentar ser social e ambientalmente responsáveis apenas por uma questão de imagem. Outros 42 por cento acreditam que há um esforço empresarial sério nestas áreas.

Apesar desse ceticismo, o nível de expectativa dos portugueses em relação às marcas é elevado: 79 por cento dos inquiridos consideraram que as grandes empresas se devem empenhar na resolução dos problemas sociais e ambientais. E estão, além disso, disponíveis para reconhecer o esforço das empresas no momento da compra: 66 por cento disseram confiar mais nas empresas às quais reconhecem práticas de responsabilidade ambiental e social e 75 por cento afirmaram escolher produtos produzidos de forma ambiental e socialmente responsável.

O sector melhor valorizado quanto à sua relevância é o de Alimentação & Bebidas, logo seguido do Retalho, ambos com grande protagonismo ou visibilidade na vida quotidiana dos consumidores. No extremo oposto, encontram-se sectores como o Financeiro ou Energético, em que a relação com os consumidores é de natureza mais funcional e com menor envolvimento.

Portugal foi o 15º país a ser incluído neste estudo mundial da Havas Media.

Fonte: GCI

Segunda-feira, 17 Setembro 2012 10:48


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