Marcas da Distribuição contribuem para competitividade do mercado alimentar

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A Comissão Europeia acaba de publicar um estudo sobre o impacto das marcas da distribuição (MdD) na competitividade do retalho alimentar. De acordo com esta publicação, as MdD trazem um estímulo e valor acrescido à I&D, marketing e design, ao nível do retalho, mas também da indústria, através de uma maior concorrência.

Este valor acrescido aplica-se também à criação de emprego, com a aposta nestas novas áreas, outrora com pouca expressão na distribuição moderna.

O estudo demonstra que as MdD são complementares às marcas de fabricante (MdF), na medida em que preenchem lacunas na oferta do mercado ou são pioneiras em novas categorias. As marcas da distribuição conseguem criar valor no mercado, ao introduzir novos sabores, packaging e produtos premium. 

Nesta publicação, são referidos os benefícios das MdD no retalho e afastadas as acusações de que estes produtos desequilibram as relações de mercado entre fornecedores e distribuidores.
O estudo confirma que a viabilidade da indústria alimentar não está em causa e, sobretudo, que a rentabilidade desta não diminuiu como resultado da concorrência das marcas da distribuição.

Para o presidente da APED, Luís Reis “este é mais um estudo que vem confirmar os benefícios das marcas da distribuição na economia. É ainda de realçar o principal beneficiado com as MdD: o consumidor. As marcas da distribuição estão a travar o aumento da inflação, oferecendo uma excelente relação qualidade-preço e uma maior liberdade de escolha, aumentando a variedade no mercado”.

O facto de algumas MdD não terem a indicação do nome do fabricante não apresenta qualquer perda de valor para os fabricantes, conclui a investigação. Uma legislação neste sentido poderia até ser penalizadora para empresas que produzem simultaneamente para a distribuição. Um efeito negativo sentido, especialmente pelas PME, que beneficiam de encomendas em grandes quantidades da distribuição, permitindo-lhes optimizar a capacidade de produção, a produtividade e os custos de produção.

O estudo, agora publicado pela Comissão Europeia, foi conduzido por um instituto de investigação independente da Holanda, o Landboum-Economish Instituut (LEI).

Fonte: LPM

Quinta-feira, 14 Abril 2011 23:00


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