2023 numa palavra? Bernardo Rodo fala em indecisão

É tendência e desvantagem, justifica o managing partner da OMD Portugal.

2023 numa palavra? Bernardo Rodo fala em indecisão

Em 2023, a palavra de ordem e principal fator de desvantagem serão iguais: indecisão. É fácil perceber o que motiva este comportamento, não apenas nas empresas, mas também no consumo privado. A inflação está a tornar o dinheiro, e o risco, mais caros. Cortar custos, reduzir investimentos, não fazer jogadas perigosas, esperar para ver e, no entanto, reinventar os negócios. Esta “sinopse” do estado atual da economia foi retirada de um cartoon que circulou no final de dezembro nas redes sociais.

A tendência para este ano vai ser uma extensão da incerteza e decisões tardias a que assistimos em anos anteriores. As empresas estão a aprender a lidar com um contexto de inflação que desconheciam, na expectativa de se protegerem do impacto das medidas dos bancos centrais e da ameaça de recessão. Por sua vez, o consumo privado vai tentar resistir à nova realidade económica, contribuindo para a ideia de uma retoma rápida.

Estes dois movimentos vão acelerar novamente a economia digital, mais ágil, que permite o acesso a novos mercados, suportada em tecnologia (automação, machine learning) e orientada para conversão; todavia com uma forte aposta em conteúdos e influencer marketing como suporte de social commerce, mesmo em categorias B2B. Nesta encruzilhada, está um terceiro elemento que será determinante para o futuro das empresas: talento. As mudanças são feitas por pessoas e esta, em concreto, tem no epicentro uma nova atitude individual, na relação com o trabalho, expectativas pessoais e para um mundo mais sustentável nas suas diversas vertentes, social, ambiental e corporativa. Por tudo isto, devemos entender que um ano de indecisão não pode ser um ano de inação.

Sexta-feira, 10 Fevereiro 2023 10:05


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