Another Collective? Neste há Design

Ficamos a conhecer melhor estes “talhantes do design” através das palavras do sócio e gestor de projeto, Ricardo Barbosa. 

Another Collective

São os “talhantes do design” e a escolha do nome foi um longo processo de tentativa e erro. Ficaram Another Collective, mas desengane-se quem acha que o “another” não tem um certo tom de sarcasmo à mistura. O sócio e gestor de projeto, Ricardo Barbosa, diz que, apesar de tudo, são “apenas mais uma gota num oceano de agências”. 

Enquanto agência nasceu da necessidade de dar um nome a algo que já existia. Em rigor, não houve um momento de criação concreto, tendo sido um processo natural que teve origem na vontade de várias pessoas em fazer diferente. 

Em 2015, fundaram oficialmente a Another Collective: uma agência focada no pensamento estratégico e de marca. 

O nome, já se sabe, foi um processo de tentativa e erro. O sócio e gestor de projeto da agência, Ricardo Barbosa, explica que surgiu de forma orgânica e foi fruto das influências à época dentro do universo do design. 

O estúdio Why Not Associates, que fechou em 2020, serviu de inspiração, não só pelo apreço que tinham pelo significado do nome, mas também porque se relacionavam com a estética da marca. 

Desde o início que o objetivo é serem uma agência multidisciplinar com capacidade para dar resposta nas mais diversas áreas. Ricardo Barbosa afirma que acreditam que a Another Collective é mais do que uma agência de design. É, nas suas palavras, “uma agência que se envolve com as marcas desde a definição da sua estratégia”. 

E o foco está em serem surpreendidos a cada projeto e em trazerem algo de “novo e refrescante” para as marcas. “Temos sempre essa perspetiva de surpreender os clientes, muitas das vezes estrategicamente, procurando respostas para perguntas que eles não teriam em mente quando nos abordaram inicialmente”, acrescenta. 

A gastronomia é um dos setores em que têm trabalhado e é lá que residem alguns dos projetos mais marcantes e em que “se dão ao luxo de misturar trabalho com prazer”. Foi assim que surgiu a “Farta”, uma revista de gastronomia portuguesa que será lançada em breve. 

Mas, o que podem as marcas esperar do design da agência? Ricardo Barbosa assume que podem vê-los como “uma espécie de talhantes do design”, na perspetiva em que se especializam em cortar gorduras. “Sentimos que a nossa grande mais-valia está precisamente aí, em trazer os projetos de volta à terra em termos visuais no bom sentido da expressão, ajustando-os à realidade em que se inserem”, destaca.

Nos projetos em que trabalham, procuram uma autonomia que lhes permita sentir que são capazes de influenciar a identidade visual das marcas e incluir um certo selo identitário, deixando um cunho pessoal e mecanismos criativos de cada um, presentes de forma mais ou menos vincada. 

Por outro lado, tentam encontrar respostas concretas para os desafios que são colocados e, nesse sentido, sabem que para problemas diferentes, soluções diferentes. Assim, o trabalho passa por estar a meio caminho entre o que desafia a identidade enquanto agência e as necessidades de cada projeto. 

Catarina Simões Farinha 

Sexta-feira, 14 Abril 2023 12:01


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